‘A distribuidora não descarta o risco de ruptura’, afirma empresário sobre o abastecimento de Diesel
Preocupação
Donos de postos têm enfrentado problemas em logísticas para compra de combustíveis

O risco de falta de diesel em alguns postos de combustíveis da região Sul de Santa Catarina não está descartado. Proprietários têm enfrentado dificuldades para carregamento e enfrentam um cenário de incertezas desde o conflito iniciado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A dificuldade na importação, por conta da guerra, tem afetado unidades que possuem bandeira, com combustível originado fora do país. “A distribuidora não descarta o risco de ruptura. O cenário está mais difícil do que no período da greve dos caminhoneiros, em relação ao preço”, destaca sobre o diesel, Diogo Brambila, empresário do ramo, que possui três postos em Maracajá e um em São Paulo.
Em entrevista ao Portal Engeplus, Brambila frisa que por horas já chegou a ficar sem o combustível em suas unidades, por conta do carregamento, que está sendo racionado durante a compra. “É uma incerteza diária. Estamos comprando no dia o estoque para venda também de um dia”.
De acordo com a Agência Brasil, um levantamento preliminar aponta que pelo menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul já enfrentam altas de preço abusivas e dificuldade de diesel para abastecimento de veículos. Esse cenário tem levado as cidades a priorizarem serviços essenciais como os de saúde, enquanto obras estão sendo suspensas em razão da falta de combustível. O estudo foi realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) na última quinta-feira, dia 19.
Segundo a federação, os municípios precisaram priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto atividades que dependem de maquinário, como obras, foram suspensas. Caso o cenário persista, há risco de impacto em outras áreas sensíveis, diz a entidade.
Problemas com a gasolina também
Em Criciúma, empresários também enfrentam dificuldades para o carregamento de gasolina. A logística que antes era feita três vezes por semana passou a ser realizada todos os dias no posto comandado por Paulo Roberto Benedet.
O empresário explica que o carregamento fracionado tem feito com que a logística aumentasse, gerando assim um custo ainda maior para a compra. Apesar disso, ele acredita que não haverá falta de gasolina ou diesel em sua unidade. “Só se surgir algo fora da normalidade ou aumentarem o racionamento”, frisa.
Já o empresário Luiz Orlando Simon conta que tem trabalhado com o estoque no limite e que as viagens para carregamento de combustíveis estão sendo realizadas todos os dias para buscar 30% do produto. Com isso, o cenário em relação à gasolina também é de incertezas. “É um momento incerto para nós. Estamos torcendo para que não falte combustível”, reforça.
Na realidade dos empresários citados na matéria, as incertezas e preocupações são geradas pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A importação dos combustíveis prejudicada deve seguir causando impactos na venda final.



