A saúde mental é um direito humano universal
Aproximadamente 1 bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentam transtornos mentais

A saúde mental é um direito humano universal. Todos devem ter o direito de viver uma vida com dignidade, equidade, igualdade e respeito.
Números alarmantes indicam que quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentam transtornos mentais. No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 12 milhões de indivíduos sofrem de depressão, tornando-o o país com a maior taxa na América Latina. No entanto, uma parcela significativa desses pacientes não tem acesso ao tratamento adequado e a programas de apoio, o que pode agravar sua condição.
A OMS enfatiza que a saúde mental deve ser uma prioridade e não apenas um problema de saúde, e, portanto, é preciso observar atentamente os sinais de alerta, como mudanças no sono, na alimentação, no ânimo, nos relacionamentos e no desempenho em atividades escolares e profissionais, entre outros indicadores de alterações.
Existem diversos motivos pelos quais as pessoas tendem a ignorar os sinais de alerta da mente e, consequentemente, do corpo. Isso pode incluir a falta de conhecimento sobre questões de saúde mental, o estigma associado a transtornos mentais e à busca por terapia, o medo de serem julgadas ou criticadas, o receio de enfrentar rejeição por parte de familiares e o hábito de atribuir o mal-estar mental a fatores externos.
Para executar ações de apoio à saúde mental, o Brasil implementou a Rede de Atenção Psicossocial, composta por unidades que desempenham funções diversas no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas unidades estão prontas para atender e prestar assistência gratuita a indivíduos em situações de crise.
Além disso, o Ministério da Saúde colabora com o Centro de Valorização da Vida (CVV) para promover a prevenção de problemas de saúde mental e dependência química. O CVV oferece apoio emocional e auxílio na prevenção do suicídio de maneira gratuita e confidencial, disponível através do número 188, site https://www.cvv.org.br/ e-mail e chat, 24 horas por dia, todos os dias da semana.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em média, os governos de todo o mundo alocaram menos de 2% de seus orçamentos de saúde para a saúde mental, destacando a necessidade urgente de investimento e apoio nessa área.
Embora a sociedade possa influenciar distúrbios psicológicos e cada transtorno seja único, é possível adotar hábitos de vida que atenuem os impactos diários na saúde mental. Essas práticas incluem:
* Praticar atividades físicas regularmente.
* Manter uma alimentação saudável e equilibrada.
* Evitar o isolamento, mantendo laços com familiares e amigos.
* Estimular-se intelectualmente.
* Realizar consultas médicas regularmente.
* Quando necessário, seguir o tratamento terapêutico recomendado por um profissional de saúde.
Fontes:
Ministério da Saúde Organização Mundial da Saúde (OMS) Reforma Psiquiátrica e Política de Saúde Mental no Brasil.
https://crppr.org.br/breve-panorama-das-politicas-publicas-de-saude-mental-nos-ultimos-anos/
https://bvsms.saude.gov.br/nossas-mentes-nossos-direitos-10-10-dia-mundial-da-saude-mental/



