Abaixo-assinado busca construção de passagem para animais silvestres na SC-108
Criciúma
Iniciativa foi feita devido ao número de atropelamentos na rodovia Júlio Gaidzinski

Um abaixo-assinado está buscando a construção de uma passagem de fauna na SC-180, trecho entre Criciúma e Cocal do Sul. A iniciativa foi criada pelo biólogo Vitor Bastos, devido aos casos de atropelamentos de animais silvestres na rodovia Júlio Gaidzinski, localizada entre os bairros Mina Brasil e São Simão, e que passa pela Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro Cechinel.
Somente em 2025, a rodovia de Criciúma registrou o atropelamento de aproximadamente 25 mamíferos silvestres, sendo as principais espécies afetadas os quatis e gambás-de-orelha-branca. Espécies como os cachorros-do-mato, ouriços-cacheiros, tatus-galinhas, furões, gatos-maracajá e capivaras também já foram atropeladas no trecho neste ano.
A ação foi criada na última sexta-feira, dia 17, e já conta com mais de 680 assinaturas. “Eu gostaria de conseguir pelo menos umas 2 mil assinaturas, pois posteriormente queremos procurar os deputados federais. O foco é enfatizar a importância do projeto e a quantidade de assinaturas que conseguimos, mostrando que as pessoas se importam com a qualidade ambiental e vida dos animais”, afirmou o biólogo.
Bastos reforçou, ainda, que o abaixo-assinado não tem data de encerramento, já que o foco é conseguir o maior número de assinaturas possíveis. Em entrevista ao Portal Engeplus, o idealizador da iniciativa comentou que a projeção de custo para o projeto seria entre R$ 300 e R$ 400 mil. “Quando batermos a meta de assinaturas, vamos analisar com quem entraremos em contato. Queremos marcar uma reunião e buscar um projeto grande”, ressaltou.
Processo de estudo
Conforme o coordenador regional sul da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Miro Ghisi, o governo do estado está ciente dos casos de atropelamentos na rodovia Júlio Gaidzinski. Porém, o coordenador explicou anteriormente ao Portal Engeplus que para ser feito intervenções no trecho é necessário um processo de estudo.
“Estamos cientes, porém, nosso foco é cuidarmos do trânsito e da circulação. As intervenções em relação aos animais silvestres devem ser feitas pelos órgãos de proteção ambiental. Dessa forma, se vier de determinado órgão ambiental a necessidade de realizarmos uma alteração, como travessias ou cercamentos, vamos acatar. Porém, até momento, não temos domínio sobre esta situação”, ressaltou Ghisi.
O abaixo assinado pode ser acessado clicando aqui.



