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Abandono animal: Nubea enfatiza ações de fiscalização, atendimento e conscientização

Saúde animal

Instituição conta com atendimento veterinário de baixa complexidade

Por Laura Brehm23 de abril de 2026 3 min de leitura
Laura Brehm

Mais do que os maus-tratos físicos, o abandono animal segue como uma forma silenciosa e recorrente de violência. Diante dos casos registrados com frequência no Núcleo de Bem-Estar Animal (Nubea), em Criciúma, a instituição intensificou ações de fiscalização, atendimento e conscientização para combater a prática e orientar a população sobre como agir.

Segundo a fiscal geral do núcleo, Kassia Castro, as pessoas geralmente relacionam o abandono à prática de deixar os cachorros nas estradas. Entretanto, existe outra ação bastante comum que também configura o crime. “Quando tu se muda e deixa o cachorro para trás também é abandono”, destacou.

Nesses casos, os animais passam a depender de vizinhos ou da comunidade. Normalmente, eles ficam desorientados, sem compreender o que está acontecendo ao seu redor. Quando há denúncia, o Nubea atua diretamente no local. Se existem informações sobre o tutor, como o CPF, o telefone ou o endereço, a equipe tenta contato. Caso contrário, é registrado um boletim de ocorrência.

“Nós trabalhamos com notificação e multa, mas, se não conseguimos acesso à pessoa, encaminhamos o caso à polícia e, se necessário, vamos depor”, explicou a fiscal.

Atendimento veterinário para cães em situação de vulnerabilidade

O médico veterinário do Nubea, Samoel da Luz, explicou que o atendimento de baixa complexidade do núcleo é voltado principalmente para animais em situação de vulnerabilidade. “As pessoas abrem um chamado para recolhermos o animal, atendemos e fazemos a parte ambulatorial”, afirmou.

No último verão, segundo Luz, aumentaram os casos de miíase, cinomose e ataques envolvendo animais silvestres, como ouriços e porco-espinhos. O trabalho, conforme ele, também é direcionado a pessoas de baixa renda, com apoio de parcerias com ONGs.

Mesmo com a demanda crescente, o núcleo não tem capacidade para recolher todos os animais. Tendo isso em vista, conforme a fiscal geral, o acompanhamento externo se torna a alternativa possível. Nesses casos, a participação da comunidade é fundamental, com moradores cuidando diariamente dos pets e servindo como ponte de comunicação com a equipe.

Outro pilar importante da atuação do Nubea é o controle populacional, sendo uma estratégia válida para reduzir o abandono a longo prazo. “Embora as castrações não sejam realizadas diretamente no local, o núcleo organiza o processo de forma terceirizada”, explicou o veterinário.

Mais do que fiscalizar e prestar atendimento veterinário aos animais, o Nubea tem ampliado sua atuação em prol da conscientização. De acordo com Luz, a proposta é investir em campanhas e orientações à população, abordando temas como guarda responsável e saúde animal. “Queremos fazer palestras em relação a maus-tratos”, pontuou.

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