Abraço coletivo é realizado no Colegião para reivindicar melhorias estruturais na escola
Alunos e professores
Manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 10

Um abraço coletivo foi realizado no entorno da Escola Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, na manhã desta quarta-feira, dia 10. A ação foi para reivindicar melhorias estruturais no colégio.
De acordo com o professor Ênio Leonardo, a mobilização teve início após a direção da escola informar que trabalhos de pintura seriam realizados na escola. O fato gerou incômodo, pois além da pintura, os profissionais exigem outras melhorias estruturais que deveriam ser realizadas antes.
“As aberturas são muito antigas, da década de 1970. Algumas estão danificadas, já colocaram em risco, inclusive, a integridade física de professores e alunos porque vão abrir, às vezes, desencaixa, cai, porque são muito antigas. As portas das salas de aula, muitas delas estão danificadas. Na parte estrutural das vigas, ferragens expostas, a gente não sabe até que ponto isso coloca ou não em risco a vida das pessoas, mas está ali colocado. Rachaduras e fissuras nas paredes e no piso que geram um certo temor. Então, movido por isso, pela questão de pintar e não reformar, não melhorar a estrutura, a gente entendeu que deveria fazer essa reivindicação num formato de abraço à escola”, destacou ao Portal Engeplus.
O profissional da educação estimou ainda que aproximadamente 650 pessoas participaram da manifestação, entre alunos e professores. Segundo ele, o protesto foi aderido de imediato logo após ser levantada a possibilidade da iniciativa.
O professor ressaltou também que não há nenhuma reunião marcada com representantes do governo estadual para tratar sobre o assunto.
A secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, afirmou que conversou com o diretor do Colegião por volta das 7h30 e ele pontuou que não tinha conhecimento sobre a realização da manifestação. A gestora afirmou ainda que a escola foi a primeira das 1.038 unidades escolares a ter 100% das salas de aulas climatizadas.
A responsável pela pasta ressaltou ainda que duas empresas trabalham na escola, fazendo serviços de manutenção e pintura. “Nós fizemos até este momento a reforma do telhado, o Colegião chovia dentro e nós reformamos todo o telhado. Nós fizemos a reforma dos banheiros, já do primeiro e do segundo piso, só falta o terceiro. Nós fizemos a reforma do ginásio. Os professores pediram um novo estacionamento e fizemos um novo estacionamento para os professores, no estilo do estacionamento de shopping. Fizemos ainda a construção de todo o muro do Colegião. Estamos, neste momento, em revisão de todos os portais e todas as aberturas de portas de sala de aula, de fechaduras e de troca de luminárias em toda a escola”.
De acordo com a secretária, um processo licitatório está em andamento para a ampliação da unidade escolar. A previsão é que a ordem de serviço possa ser assinada em agosto. Sobre o protesto, Luciane entendeu que o processo hierárquico precisa ser respeitado.
“Logo, eu tenho duas leituras para esse movimento. Ou as pessoas que o fizeram têm intencionalidades as quais eu desconheço, ou elas estão muito desinformadas a respeito do processo e daí elas precisam conversar com o diretor da escola num respeito hierárquico, porque professor ensina estudante e ensina também disciplina e respeito. E respeito se dá respeitando a hierarquia”, pontuou.
Por fim, a gestora lembrou ainda que outras unidades escolares de Criciúma estão recebendo investimentos para melhorias. “São R$ 45 milhões, nesse momento, que estão sendo investidos nas escolas de Criciúma. Praticamente todas as escolas ali. Estamos com 13 escolas, neste momento, em processo de revitalização, de reforma, de reestruturação, de manutenção. Então, não é aceitável que esse tipo de situação aconteça”.



