Inclusão
Abril Azul: AMA-SUL amplia ações e reforça atendimento gratuito a famílias de autistas em Tubarão
Mês é marcado pela conscientização da condição neurológica
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Nesta quinta-feira, dia 2, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, mas a condição neurológica é lembrada de uma forma mais especial durante todo o mês, conhecido como Abril Azul. Para marcar esse momento, a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Tubarão e Região (AMA-Sul) fará uma panfletagem nos próximos dias para divulgar o atendimento gratuito e tratar do tema.
A psicóloga e presidente da AMA-SUL, Manoela Crescencio Pereira, destacou que a demanda tem aumentado. “Mais pessoas têm tido acesso à informação e ao diagnóstico profissional. Infelizmente ainda temos muitas necessidades em relação a acesso, a tratamento e suporte educacional adequado hoje em dia”, afirmou.
Segundo ela, a sociedade contribui conhecendo mais sobre o autismo, agindo de maneira empática e gentil em locais públicos quando percebe que alguém possui a condição, sem criticar. “Além disso, podem buscar conhecer e apoiar instituições sérias como a AMA-SUL, participando em rifas, doações mensais, e até mesmo na atuação voluntária com pequenos serviços, como manutenção predial (pintura, elétrica, hidráulica), contribuindo muito com a causa”, afirmou.
Sobre a AMA-SUL
A presidente contou que quando teve o diagnóstico dos filhos teve acesso a alguns tratamentos gratuitos na região e sentiu falta de equipamentos especializados em autismo, de práticas baseadas em evidências e de maior união das mães atípicas para ajuda mútua.
“Isso me incentivou a organizar cafés para unir as mães e compartilhar um pouco do que eu estava estudando. Nesses cafés, outras mães fortaleceram a ideia de uma associação especializada em autismo e se prontificaram a atuar como voluntárias, assim, a AMA-SUL nasceu em 2018”, pontuou.
Atualmente, a AMA oferece estimulação precoce, realizando avaliações e terapias semanais com práticas baseadas em evidências.
Novas ações
Em 2026, a associação iniciou um projeto piloto com serviço pedagógico especializado, voltado para pessoas entre 7 e 17 anos, que tenham laudo de comprometimento severo e aprovação de matrícula pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).
“Neste ano iniciamos com apenas oito crianças, mas a ideia é ampliarmos as vagas progressivamente a cada ano. Além disso, prestamos suporte com informações e encaminhamentos na área da saúde e educação por meio de profissionais voluntários como médica e advogada”, frisou.
Aproximadamente 80 famílias recebem atendimento semanal gratuitamente pela associação. Além dos atendimentos indiretos por meio de orientação profissional, treinamentos e encontros de pais.



