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Abril Azul: crianças autistas entrarão em campo com jogadores do Criciúma na estreia da Série B

Criciúma

O Abril Azul foi estabelecido pela ONU para conscientizar as pessoas sobre o TEA

Por Jessica Rosso Crepaldi14 de abril de 2023 2 min de leitura
Thiago Hockmüller/Arquivo/Ilustrativa/Portal Engeplus

No próximo domingo, dia 16, 11 crianças autistas entrarão em campo com os jogadores do Criciúma na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro diante do Tombense. A partida acontece a partir das 11 horas no estádio Heriberto Hülse. O objetivo da ação é trazer conscientização e dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O Abril Azul foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas como uma forma de conscientizar as pessoas sobre o autismo. “A nossa ideia é que em um futuro pessoas com autismo tenham uma sala adaptada no estádio Heriberto Hülse para conseguirem assistir aos jogos. Isso porque, uma das mais presentes e responsável por crises em autistas é a hipersensibilidade auditiva, que é quando a criança apresenta desconforto ou mostra-se assustada quando ouve sons altos”, explica Elaine Cardoso, mãe de autista e conselheira da ONDA AutismoS.

As torcidas Os Tigres e Guerrilha Jovem estão participando da ação, com isso, na entrada dos jogadores não terão barulhos de instrumentos e músicas. “Eles foram receptivos e entenderam a causa. Não teremos aplausos também na entrada dos jogadores, isso é muito importante. O Criciúma é um clube com muita visibilidade, assim como sua torcida, com isso, vão nos ajudar a trazer mais conscientização sobre o autismo”, destaca. “Queríamos pedir muito para não soltarem fogos, pois isso afeta muito os autistas”, acrescenta.

As crianças de 6 a 12 anos estarão utilizando abafadores de ruídos. “Temos crianças, adolescentes e adultos autistas e que amam futebol, porém não conseguem ficar em um estádio de futebol e, por isso, é tão importante essa ação. É a realização de um sonho. Lugar de autista é em todo lugar”, afirmou.

Os carvoeiros presentes na partida entre Criciúma e Tombense poderão ajudar as crianças autistas não batendo palmas e cantando no momento da entrada dos jogadores. Após a entrada, as crianças deverão deixar o Majestoso, porém cada família será responsável pela criança autista.

O projeto é realizado pela ONDA AutismoS, Grupo Autismo e Inclusão de Criciúma e Região (GAICR), CEPIN e Secretaria da Saúde de Criciúma. “Essas crianças estarão representando a todos os autistas e instituições de Criciúma. A causa é uma só”, pontuou.

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