ACTU fará estudo para analisar viabilidade de ampliar horários do transporte coletivo
Criciúma
Necessidade foi apontada por setores econômicos para atender horários de funcionários

A Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) vai analisar a possibilidade de ampliar os horários de funcionamento do transporte coletivo em Criciúma. A medida é um pedido feito por setores econômicos como supermercados, shoppings e comércio para atender mais horários de entrada e saída de funcionários.
“Estamos recebendo o pedido de alguns outros horários. Vamos fazer um estudo técnico para ver a possibilidade da implantação desses horários. Precisamos saber se vai haver efetivamente usuários neste horário. Se você pega uma rede de supermercados, ela tem lá 100, 200 ou 300 colaboradores que utilizam o veículo. Mas eles vão para diversos setores da cidade. No fim, vai ter que colocar ônibus para todos os bairros para levar três, quatro, cinco ou seis. Temos que olhar esse logística e não acumular mais prejuízos”, disse o presidente da ACTU, Everton Trento, em entrevista ao programa Tudo a Ver, da Rádio Eldorado.
O tema deverá ser colocado em pauta também em uma reunião nesta semana para analisar o pedido dos setores econômicos. Segundo Trento, hoje os ônibus estão gastando mais do que arrecadam para manter o serviço. Antes da pandemia, o sistema do transporte coletivo em Criciúma transportava em média 35 mil passageiros por dia. Nos primeiros sete dias após a volta da circulação dos ônibus em meio a pandemia da Covid-19, a média ficou em 5,1 mil passageiros por dia. “Hoje o que estamos transportando não está cobrindo nem o custo do óleo diesel utilizado pelo sistema”, destacou.
O presidente da ACTU ainda fez uma avaliação das medidas sanitárias nos primeiros dias de retomada do transporte coletivo. “Em relação às máscaras, o pessoal está utilizando. Todos respeitando. O álcool em gel está sendo reposto nos ônibus sempre que necessário. A dificuldade maior está nos terminais. Temos faixas de marcação de distanciamento para adentrar ao veículo, mas algumas pessoas ainda não estão respeitando. Nosso pessoal da fiscalização tem conversado e orientado”, apontou.



