Imbróglio
Aeroporto de Jaguaruna: secretário da Casa Civil garante que estrutura está sucateada
Estado pretende reformar e privatizar o aeroporto
Por Rafaela Custódio
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O Aeroporto Humberto Ghizzo Bortoluzzi, de Jaguaruna, está na pauta do Governo do Estado, segundo o secretário da Casa Civil, Estêner Soratto. Em dezembro de 2022, o ex-governador Carlos Moisés assinou um decreto e autorizou a concessão do aeroporto. Mas, o atual governo ressaltou melhorias a serem feitas no local.
“O governador está muito preocupado com vários aeroportos e Jaguaruna não é diferente. Ontem [segunda-feira, dia 6] fizemos uma reunião com as associações empresariais de Criciúma e Tubarão porque o aeroporto está sucateado. A escada rolante e o elevador não funcionam, a esteira de bagagem nunca funcionou. Hoje, o Estado paga R$ 300 mil mensais para manter o aeroporto aberto e com as tarifas arrecada R$ 60 mil e o aeroporto não consegue se manter”, afirmou Soratto em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
Segundo o secretário da Casa Civil, o governo anterior realizou um estudo para a concessão para a iniciativa privada e o estudo identificou que não terá interessados pela característica deficitária. “O estudo ainda mostrou um investimento de alargamento de pista e já há projeto de engenharia, orçado em R$ 23 milhões e identificou também que tem que fazer um investimento no terminal, mas não tem projeto. Mas o estimado é de R$ 60 milhões para reformar e ampliar o terminal de passageiros para depois ter viabilidade econômica”, comentou.
Soratto garantiu que o Governo do Estado vai buscar verba para a reforma. “O desafio agora é o alargamento da pista e conseguir os R$ 23 milhões e ir atrás do projeto de reforma e ampliação do terminal”, ressaltou.
Em reunião com empresário, Soratto garantiu que há problemas no aeroporto. “Os empresários tinham uma falsa ideia que estava tudo certo para só fazer a concessão, lançar o edital de concessão e entregar o aeroporto para a iniciativa privada. A realidade é que não haverá interessados em tocar o aeroporto que hoje tem prejuízo aproximado de R$ 300 mil mensais. Temos que fazer as obras para despertar o interesse de empresas. O estudo mostrou um ponto de equilíbrio para o aeroporto ter lucro ou ao menos empatar que é com quatro voos diários e hoje são dois. Com as melhorias, poderemos chegar aos quatros voos diários”, observou.
Ao ser questionado sobre o Aeroporto Diomício Freitas de Forquilhinha, Soratto foi enfático. “Não há uma opinião formada sobre os 21 aeroportos de Santa Catarina. Por isso, nessa minirreforma administrativa está sendo criada a secretaria de portos, aeroportos e ferrovias para que tenha uma estrutura de governo pensante”, pontuou.



