Afasc afirma que adotará medidas jurídicas para preservar a continuidade do atendimento nos CEIs
Criciúma
Greve dos professores inicia nesta terça-feira, dia 12

A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) se pronunciou na noite deste domingo, dia 10, sobre a greve dos professores da instituição, que deve iniciar nesta terça-feira, dia 12. Os profissionais recusaram a segunda proposta apresentada pela direção durante assembleia realizada na última sexta-feira, dia 8.
Atualmente, os professores da Afasc recebem R$ 3.133,62 para uma carga horária de 40 horas semanais. Em um primeiro momento, a instituição ofereceu reajuste de 5,36%, o que elevaria o salário para R$ 3.301,58, mas a proposta foi rejeitada no dia 27 de abril. Na sexta-feira, o sindicato apresentou uma nova proposta, com reajuste de 6,36%, que também foi rejeitada por unanimidade.
Em nota, a Afasc garantiu que não aceitará que a educação infantil seja transformada em instrumento de disputa político-eleitoral. “A Afasc informa que esgotou as possibilidades de negociação com o sindicato que representa os trabalhadores e adotará todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para preservar a continuidade do atendimento, proteger as crianças e resguardar as famílias que dependem dos Centros de Educação Infantil”, afirmou.
Segundo a direção da Afasc, a valorização dos educadores tem sido tratada com responsabilidade. “Em 2025, a Afasc concedeu ganho real acima da inflação e, para 2026, apresentou novamente proposta com ganho real, avanços inéditos na história da instituição. Apesar disso, a instituição vê com preocupação a tentativa de conduzir a educação infantil para um ambiente de radicalização política, com ameaça de paralisação que prejudica diretamente a sociedade criciumense”. Confira a nota completa abaixo:
AFASC | NOTA OFICIAL
A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) respeita seus profissionais e reconhece a importância do trabalho realizado nos Centros de Educação Infantil. Ao mesmo tempo, não aceitará que a educação infantil seja transformada em instrumento de disputa político-eleitoral.
A valorização dos educadores tem sido tratada com responsabilidade. Em 2025, a AFASC concedeu ganho real acima da inflação e, para 2026, apresentou novamente proposta com ganho real, avanços inéditos na história da instituição.
Apesar disso, a instituição vê com preocupação a tentativa de conduzir a educação infantil para um ambiente de radicalização política, com ameaça de paralisação que prejudica diretamente a sociedade criciumense.
O impacto de uma interrupção recai sobre quase 6 mil crianças que dependem do cuidado e da alimentação oferecida nos CEIs. Recai também sobre mães, pais e responsáveis que precisam do atendimento para trabalhar, manter seus empregos e garantir o sustento de suas famílias.
Diante desse cenário, a AFASC informa que esgotou as possibilidades de negociação com o sindicato que representa os trabalhadores e adotará todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para preservar a continuidade do atendimento, proteger as crianças e resguardar as famílias que dependem dos Centros de Educação Infantil.
Criciúma, 10 de maio de 2026.
A Direção
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