Adoção
Além da infância: adolescentes aguardam pela chance de um novo lar
Casa Lar Irmã Carmen desmistifica a adoção tardia
Por Leonardo Minatto
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No mês da adoção, a Casa Lar Irmã Carmen traz à tona o tema da adoção tardia, processo voltado a adolescentes a partir dos 12 anos. A coordenadora da entidade, Mauza Ramos da Cunha, desmistifica o assunto e explica que o funcionamento desse sistema depende, principalmente, da vontade dos jovens.
“Esse processo é destinado apenas a adolescentes que já foram destituídos do poder familiar. Nesses casos, o desejo desses jovens é o que define se irão ou não para a adoção”, evidencia.
Ainda de acordo com a coordenadora, quando o adolescente manifesta o desejo de ser adotado um novo planejamento é realizado. O próprio jovem grava um vídeo contando sua história de vida, e a filmagem, junto de outros registros, é encaminhada ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
“Quando ocorre a adoção de uma criança, a escolha não é a prioridade. Mas, quando se trata de um adolescente, o responsável tem o direito de analisar todos os perfis que desejar, entendendo a história, de onde veio e a personalidade”, explica Mauza.
Ao surgir o interesse pela adoção de um jovem, a assistente social da Comarca deve ser informada para que o processo tenha continuidade.
(Trabalho de assessoria voluntária da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nádia Couto).



