Além do Pinheirinho: morador relata avanço da insegurança para bairros vizinhos em Criciúma
Preocupação
Furtos e presença de pessoas em situação de rua têm impactado a rotina da comunidade

A sensação de insegurança enfrentada por moradores do bairro Pinheirinho tem se espalhado para regiões vizinhas em Criciúma. Segundo o morador Pedro*, crimes como furtos e a presença constante de usuários de drogas também afetam bairros como Santa Bárbara, Universitário, Jardim Angélica, Milanese, entre outros.
De acordo com ele, as ações intensificadas durante o período dos protestos não são mais vistas pela comunidade. Já os furtos continuam frequentes e têm causado prejuízos a comerciantes e empresários. “Vários criminosos levam fios, portões e têm várias passagens policiais, mas continuam soltos. Eles sempre furtam um mercado aqui da região, mas o dono nem se mete mais”, lamentou.
Conforme Pedro, o fluxo de pessoas em situação de rua também tem impactado a rotina da comunidade. "Tem um mercado na Santa Bárbara em que sempre vejo umas quatro pessoas dormindo na frente. No São Luiz, eles também ficam tumultuando em frente aos comércios”, frisou.
Segundo o morador, a situação é ainda mais evidente no bairro Universitário, onde fica um terminal de ônibus e instituições de ensino. “Lá eles andam revirando o lixo, é um bairro feio. Passo de carro e vejo os usuários de crack andando, terrenos sujos. Não é só no Pinheirinho, é em todo arredor”, pontuou.
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Assistência Social e Polícia Militar seguem atuando
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, as equipes seguem atuando diariamente na região do Pinheirinho, desde às 7 horas. Os moradores podem acionar a equipe de Abordagem Social sempre que identificarem pessoas em situação de rua, pelo número (48) 99951-2146.
Conforme o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma (9º BPM), tenente-coronel Mário Luiz Silva, apesar dos casos recorrentes de furtos, a região é onde a corporação concentra seus maiores esforços. “Estamos fazendo nossa parte. Nunca realizamos tantas operações como no ambiente do Pinheirinho”, pontuou, em entrevista recente ao Portal Engeplus.
*O nome Pedro é fictício e foi utilizado para proteger a identidade do morador.



