Saúde

Alta nos casos de cálculo renal entre mulheres preocupa especialista

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Mudanças no estilo de vida tem feito aumentar o consumo de comidas com poucos nutrientes

Por Patrick Stüpp22 de outubro de 2023 2 min de leitura
Unsplash

Por questões genéticas mas, principalmente comportamentais, o sexo masculino é o que mais sofre com pedras nos rins. Isso quer dizer que em média são três homens para cada mulher que desenvolvem a doença em algum momento da vida. Porém, especialistas da área de Urologia têm observado que a incidência de cálculos renais tem aumentado de forma significativa entre o público feminino. O motivo: mudança no estilo de vida.

“A doença tem uma maior relação com os homens, ou seja, para cada três homens, uma mulher tem o cálculo. Mas, esses dados estão desatualizados, visto que as mulheres estão apresentando, a cada ano, mais registros ligados a pedras nos rins, sendo que hoje quase se equipara a incidência de cálculos em pacientes do sexo masculino", analisa Fábio Borges, especialista em Urologia Clínica Geral e Urologia Oncológica de Criciúma.

Com a mulher desbravando cada vez mais espaços no mercado de trabalho, ela deixou de ser um figurante caseiro, onde conseguia ter uma alimentação mais saudável e hidratação adequada. “Hoje a rotina dela é igual a de um homem. Trabalham o dia todo e devido a vida agitada, muitas vezes diminuem a ingestão de água, as refeições são de alimentos de fácil acesso e com alto teor de sódio e outros minerais, como lanches, por exemplo. Comem mal devido a correria que são submetidas pelo mercado de trabalho. E isso está atingindo os níveis dos pacientes masculinos, o que é um problema sério de saúde pública”, ressalta o urologista.

Comidas em excesso como carnes, sais, minerais, refrigerantes, além de prejudicar o organismo de diversas formas, aumentando a obesidade, também têm relação com o crescimento de casos de pedras na população em geral que se alimenta na base do fast food, alimentos que antes não eram comuns na dieta do brasileiro.

Sobre o especialista em Urologia

Fábio Borges se formou em Medicina no ano de 2017 pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e atua como médico há seis anos. O profissional é cirurgião geral formado pelo Hospital São José de Criciúma focado em Uro Uncologia e, além disso, tem especialização em Urologia pelo Hospital Governador Celso Ramos e é especialista em cirurgias minimamente invasivas como endourologia, violaparoscopias e programação de cirurgia de robótica.

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