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Educação

Situação indefinida

Alunos de outras cidades ainda não sabem se estudarão em Criciúma em 2019

Pais dos alunos estiveram na Prefeitura cobrando uma posição do prefeito

Por Heitor Carvalho - heitor@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Foto: Heitor Carvalho

“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” “Não se pode falar de educação sem amor." “O respeito ao direito alheio é a paz." “Nossas crianças estão em choque." Segurando cartazes com esses dizeres, é que pais de alunos que estudam em Criciúma mas moram em outro município estiveram presentes na Prefeitura Municipal de Criciúma na tarde desta quarta-feira, dia 31.

O movimento tem como intuito cobrar uma posição do prefeito Clésio Salvaro quanto a recomendação da Secretaria de Educação, que informou que estudantes que residem em outros municípios devem procurar vagas nas respectivas cidades para o ano letivo de 2019.

De acordo com Izabel Cristina Macedo, moradora do bairro Demboski, em Içara, e mãe de um aluno do 7º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jorge da Cunha Carneiro, o comunicado chegou até ela por meio de seu filho. “Ele estuda lá desde o 4º ano, está no 7º ano e já matriculado para o 8º ano que vem. Aí ontem eu recebi um comunicado de que ele não pode mais estudar em Criciúma por morar em Içara”, afirma.

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“Além do fato de pensarem nessa possibilidade de tirarem os alunos de suas escolas, outros dois fatores que nos deixa muito chateados é que são alunos que já estudam na escola e já estão rematriculados, e também por esse comunicado ter chegado aos pais por meio das crianças”, afirma o advogado Aldir Sonáglio, que está auxiliando os pais dos alunos nessa questão. De acordo com o advogado, a situação é delicada por envolver o sentimento das crianças. “Tem criança que não está mais indo para aula, que chegou em casa e falou, pai eu fui expulso do colégio”.

Ao todo mais de 300 crianças ainda não sabem onde estudarão no ano que vem, mesmo já estando matriculados. Segundo dados divulgados pelo Observatório Social, levando em consideração o ano de 2017, um aluno da rede municipal custa para o município R$ 632,62 por mês, um total de R$ 7.591,40 por ano. “O investimento público realizado hoje por aluno daria para pagar uma escola particular, isto nos leva a pensar que pelo investimento os resultados deveriam ser melhores”, comenta a coordenadora da Câmara de Educação do Observatório Social, Mafalda Rosso Izidoro, que já traz à tona a questão da qualidade do ensino.


Mãe mostra comunicado que filho levou para casa informado sobre situação das rematrículas

A assessoria do prefeito de Criciúma informou que ele não vai se manifestar sobre o assunto, porém ressaltou que ele estava reunido com os diretores das escolas municipais e que hoje nenhum decreto relacionado ao assunto será liberado.

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