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Amrec: atrativos turísticos são transformados em roteiros para ampliar permanência de visitantes

Turismo regional

Quatro cidades estão em fase de testes e, em breve, outras oito também receberão roteiros

Por Ariadne Marcelino21 de agosto de 2026 3 min de leitura
Integratur Amrec | Divulgação

O programa Integratur Amrec, que vem trabalhando na estruturação de atrativos turísticos dos 12 municípios da região, chegou esta semana a Urussanga. Na terça-feira, dia 18, foi realizando um teste de roteiro autoguiado, com duração estimada de oito horas. A cidade é um dos quatro municípios da região carbonífera da Fase 1 de um processo que pretende organizar experiências turísticas e, futuramente, conectar diferentes cidades.

A atividade integra o processo de estruturação coletiva das experiências desenvolvido pelo programa. Na prática, os profissionais avaliam aspectos como sequência do percurso, tempo de deslocamento, duração das visitas, acessibilidade, infraestrutura, informações disponíveis e conexão entre os diferentes pontos.

Atualmente, a região se encontra dividida em três redes, em um trabalho que no conjunto envolve mapeamento, catalogação, oficinas, testes, avaliação e ajustes dos atrativos e roteiros. Enquanto Treviso, Orleans, Urussanga e Lauro Müller seguem realizando testes de city tour e roteiros turísticos, Nova Veneza, Cocal do Sul, Siderópolis e Morro da Fumaça iniciam a fase de oficinas. E a Rede 3, formada por Criciúma, Forquilhinha, Içara e Balneário Rincão, está em fase de catalogação.

“O trabalho não parte de um modelo único para todos os municípios. A proposta é identificar as características de cada território e transformar os atrativos apontados pela própria comunidade em experiências turísticas. Cada município tem sua identidade. Treviso é a natureza, Urussanga a gastronomia, e assim por diante”, explicou a turismóloga do Integratur Amrec, designada para os municípios de Treviso, Nova Veneza e Criciúma, Magali Przybycien.

Potencial turístico na Amrec

Para Magali, um dos diferenciais da região está na diversidade de segmentos, que inclui o turismo cultural, religioso, ecoturismo e astroturismo. Segundo ela, um dos desafios identificados pelo programa é, primeiramente, a falta de conhecimento dessas atrativos. Também, fazer com que o visitante consiga encontrar, em um só lugar, informações confiáveis para planejar a viagem.

“Essa é uma das principais entregas do trabalho que estamos realizando. Hoje, se o turista busca passar alguns dias na região, vai procurar informação na internet, e muitas vezes ela está solta e desatualizada. Então, a gente procurar entregar todo o conteudo atualizado que o turista vai precisar, desde atrações a infraestrutura e horários. O mais importante para fortalecer o turismo é esse acesso a informação”, destacou.

Neste primeiro momento, o trabalho é feito individualmente em cada município. A partir do próximo ano, de acordo com Magali, a intenção é avançar para a integração entre cidades com características ou segmentos semelhantes, criando roteiros compartilhados.


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