Análise: O mercado de ações da China e o coronavírus
Saiba como o mercado se comportou na China durante o surto de coronavírus
Por André Abreu
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Os mercados de ações no mundo reagem a fatores externos, fatores internos e a percepção do investidor sobre o futuro de determinado grupo de ações com as informações que tem. O desempenho de uma bolsa na Ásia é um fator externo que influencia as bolsa europeias e Wall Street.
A bolsa brasileira depende do desempenho da norte-americana, que depende das europeias, que dependem das asiaticas. Fuso horário é tudo.
O desempenho da economia local em geração de empregos é um termômetro bom para o investidor. Os relatórios divulgando o número de empregos criados em determinado mês podem impulsionar a bolsa para cima se os empregos criados no mês de fevereiro forem maiores do que no mês de janeiro. A economia local é um fator interno. A política do ministro Paulo Guedes é outra. O governo comprar ou não dólares é fator intero.
A percepção é algo relativo. No supermercado, o cliente não escolhe entre 1 e 2 reais. Ele escolhe entre 1 e 1,99; Ao comprar um produto por R$ 1,99 o cérebro lê como 1, não lê como 2. É a percepção em funcionamento.
No dia 22 de janeiro as ações na China começaram a despencar fortemente. Foi o dia em que o número de mortes pelo coronavírus chegou a 17. O fator interno coronavírus começava a passar os limites da cidade de Wuhan ganhando atenção internacional.
As quedas foram até 3 de fevereiro, atingindo 2735 pontos. Foi a maior desvalorização do índice chinês. As ações se recuperam nos dias seguintes, mas não chegam ao patamar de meados de janeiro (3.120 pontos). Elas chegam a 3.043 pontos.
Depois do início da propagação do vírus na Itália, as ações começam a despencar novamente. Enquanto as exportações da China caíram, as ações seguiram o mesmo ritmo de queda. As quedas não chegaram mais ao nível do início de fevereiro.
Com a "percepção" de vitória do governo chinês sobre o coronavírus, o índice de Shangai interrompeu sua tendência de queda.



