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Anel Viário em Criciúma: mudança no projeto pode paralisar obra; novo estudo deve ser realizado

Imbróglio

Jerry Comper visitou a obra na manhã desta quinta-feira, dia 17

Por Rafaela Custódio17 de agosto de 2023 3 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

A obra da quarta etapa do Anel de Contorno Viário de Criciúma ganhou um novo capítulo na manhã desta quinta-feira, dia 17. Os trabalhos compreendem cerca de 2,6 quilômetros e deve ligar os municípios de Siderópolis (SC-445) e Nova Veneza (SC-446). Foram investidos cerca de R$ 20,8 milhões com recursos do Governo do Estado. Mas uma mudança no projeto inicial está trazendo transtornos, com isso, um novo estudo será realizado por engenheiros da Secretaria do Estado de Infraestrutura.

“A obra tem uma extensão de mais de dois quilômetros e estamos concluindo a pavimentação daqui a uma semana. Estão faltando 900 metros de asfalto e temos uma pendência que é travessia e que precisa ser definida em virtude da enchente máxima do rio. A obra vai ficar paralisada enquanto não tiver uma solução. Na próxima terça-feira, dia 22, teremos uma reunião para resolver isso”, explica Ademir Locks, presidente da Setep Construções, responsável pela obra.

O objetivo do Governo do Estado é achar uma solução, ou seja, criar um estudo que indique o que deve ser construído ao final da via e início da rua João Colombo, no bairro Vila Francesa. “A Secretaria precisa resolver o problema da trincheira, pois a projetada não pode ser mais construída, porque o fundo está abaixo do nível máximo do rio, ou seja, no dia de uma enchente poderia alagar a estrada e ficaria difícil de trafegar”, detalha Locks.

A mudança no projeto terá alteração nos valores. “Essa mudança vai onerar a obra e a legislação permite aditivo de até 25%, porém com a alteração vai ultrapassar, mas é necessário aguardar a reunião”, comenta Locks.

O secretaria de Estado de Infraestrutura, Jerry Comper, esteve na obra na manhã desta quinta-feira, dia 17, e falou que na próxima terça-feira, dia 22, vai estar reunido com o coordenador regional de Infraestrutura do Sul de Santa Catarina, Ademir Honorato, e também com engenheiros para tratar do assunto. “Temos engenheiros e pessoas que estudaram e que nos trarão soluções. Vamos estar com a equipe técnica para podermos o mais rápido possível visarmos o entendimento e dar continuidade nesta obra importante. Nós temos que dar celeridade e transparência, porém precisamos fazer dentro da lei”, afirma.

Comper optou por não dar um prazo para o final da obra. “Não gosto de prazo, pois nosso Estado é muito afetado com eventos climáticos e quando tratamos com obras é difícil, mas podem nos cobrar, porque vamos trabalhar para entregarmos esta obra”, pontua.

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