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Animais marinhos nas praias do Sul de SC: veja quais podem ser ser vistos e os cuidados que devem ser tomados

Fauna silvestre

Pinguins-de-Magalhães e focas são comuns no período de outono e inverno

Por Leonardo Minatto28 de junho de 2026 3 min de leitura
Joana Zomer/Divulgação

Diferentes animais marinhos podem ser vistos nas praias do Litoral Sul de Santa Catarina. Em qualquer estação do ano, é possível observar aves como o pernilongo-de-costas-brancas (Himantopus melanurus) e o piru-piru (Haematopus palliatus), além da tartaruga-verde (Chelonia mydas). Já durante o outono e o inverno, é comum o registro de pinguins-de-magalhães, focas, lobos-marinhos, leões-marinhos e elefantes-marinhos.

Segundo a bióloga e coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) na Educamar, Suelen Santos, esses animais são encontrados noLlitoral Sul catarinense devido à combinação entre correntes oceânicas, disponibilidade de alimento e características ambientais da costa.

"Essas características fazem com que aves, tartarugas e mamíferos marinhos utilizem a região durante migrações, períodos de descanso ou em busca de alimento. Além disso, alguns animais podem encalhar devido a fatores naturais, como cansaço, doenças ou inexperiência, especialmente durante os deslocamentos migratórios", explicou a bióloga.

Os animais também podem ser encontrados mortos nas praias, e as causas variam conforme a espécie. "Os pinguins-de-Magalhães, por exemplo, encontrados nas praias brasileiras são, em sua maioria, animais jovens que estão realizando sua primeira migração. Por serem inexperientes, muitos enfrentam dificuldades para encontrar alimento durante a viagem, tornando-se debilitados e mais vulneráveis ao encalhe. Além disso, há impactos relacionados à poluição marinha e às interações com atividades pesqueiras, mesmo que de forma não intencional", destacou Suelen.

Cuidados

De acordo com a bióloga, caso a população encontre um animal marinho encalhado, a principal recomendação é manter uma distância mínima de cinco metros e evitar qualquer tipo de interação. Muitos desses animais utilizam a faixa de areia para descansar após longos deslocamentos.

"É preciso afastar os cães. Não se deve tocar, fazer carinho, alimentar, tentar devolver o animal ao mar ou cercá-lo para tirar fotografias. Também há risco de transmissão de doenças, como a H5N1, causadora da gripe aviária", alertou.

A bióloga também ressaltou que molestar, perseguir ou maltratar animais silvestres é crime previsto na legislação ambiental brasileira. "Eles não estão habituados à presença humana, e qualquer aproximação excessiva pode causar estresse e agravar o estado de saúde de animais que já estão debilitados e buscam apenas descansar", ressaltou Suelen.

Para quem ligar?

Caso você encontre um animal silvestre na praia, o correto é entrar em contato com a instituição responsável pela região:

  • Entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba: Educamar – 0800 641 5665;

  • Entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Camacho: Unesc – (48) 99183-8663;

  • Da Barra do Camacho em direção ao norte do estado: Udesc – (48) 99116-0264.

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