Após denúncia em pizzaria de Criciúma, adolescentes serão encaminhados ao mercado de trabalho
Conselho Tutelar
Fato aconteceu em um estabelecimento comercial, no bairro Pinheirinho

Adolescentes foram flagrados trabalhando de forma irregular em uma pizzaria, localizada no bairro Pinheirinho, em Criciúma. O fato foi constatado após uma averiguação do Conselho Tutelar na última quarta-feira, dia 28, após uma denúncia do Ministério Público do Trabalho. Devido ao assunto, uma reunião será realizada na próxima segunda-feira, dia 2, com os pais dos adolescentes, que serão legalmente encaminhados ao mercado de trabalho.
Segundo o conselheiro tutelar Paulo Marcinho, no local foi encontrado oito adolescentes, sendo quatro meninos e quatro meninas, entre 14 e 17 anos. Os profissionais não possuíam carteira assinada e ganharam por noite. Ainda no estabelecimento comercial, durante a fiscalização também foi constatado que o local não apresentava registro de alvarás e autorização da Vigilância Sanitária.
“Tinham adolescentes que estavam trabalhando há três anos e outros há oito meses. Diante disso, como medida de proteção, chamamos os pais, que foram advertidos sobre a situação. Além disso, também registramos um boletim de ocorrência com a Polícia Militar (PM) e solicitamos a presença do proprietário, que foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Criciúma”, informou.
Em entrevista ao Portal Engeplus, Marcinho também explicou que a reunião com os pais dos oito adolescentes será realizada pelo Conselho Tutelar às 14 horas. Os responsáveis serão orientados sobre as medidas necessárias para encaminhar os filhos corretamente ao mercado de trabalho. O conselheiro tutelar também explicou que dos 14 aos 16 anos é necessário atuar como Jovem Aprendiz. Já dos 16 aos 18 com carteira assinada.
“No momento da averiguação, os pais alegaram que já tinham conhecimento de que o estabelecimento comercial não era algo formal. Porém, entendemos que a pizzaria era bem organizada e bem limpa, não realizando também à venda de bebidas alcoólicas. Como próximos passos, vamos encaminhar a situação para o Ministério Público do Trabalho, que deve acionar os órgãos competentes”, concluiu.



