Rebelião
Após rebelião, visitas são liberadas no Santa Augusta
Sábado não houve registro de tumulto na unidade prisional
Por Redação Engeplus
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Após uma sexta-feira tumultuada no Presídio Santa Augusta, de Criciúma, o sábado foi tranquilo na unidade prisional. Não houve registro de confusão durante as últimas horas. Segundo o diretor do presídio, Jovino Zanelatto, as visitas aos detentos voltaram ao normal neste sábado. Foi justamente a suspensão das visitas que desencadeou as manifestações dos presos nessa sexta-feira. “Familiares visitaram os reeducandos normalmente neste sábado, das 8 horas às 17 horas, sem nenhuma alteração”, pontua Zanelatto. A entrada dos parentes neste domingo também irão acontecer normalmente. Os familiares não estavam entrando no presídio por causa da greve dos agentes penitenciários, que suspenderam a paralisação nessa sexta-feira por 48 horas.
Prejuízos - Em decorrência da rebelião dos detentos algumas portas foram danificadas no presídio. De acordo com Zanelatto, nesta segunda-feira começa o conserto destas portas. Em relação aos colchões utilizados pelos presos no tumulto cerca de oito foram destruídos e substituídos.
Reunião com detentos - No fim da tarde dessa sexta-feira, uma reunião foi estabelecida com representantes de cada galeria do presídio, bem como representantes do Departamento de Administração Prisional (Deap), da administração do presídio, além do Ministério Público e da juíza de Execuções Penais, Tânia Mara Luz. Cinco mulheres, entre elas, esposa, companheira e filha de detentos representaram os familiares dos presos. Advogados e a Polícia Militar também atuaram nesta reunião.
Segundo o advogado criminal Jefferson Monteiro, o encontro foi tranquilo. Os detentos expuseram suas reinvindicações, como a liberação das visitas. Já o presídio reivindicou que os presos deixassem as galerias em ordem. “Ambas as partes cumpriram com o combinado. Agora, vamos ver como ficará a situação nos próximos dias”, comenta Monteiro.
Para o advogado a greve dos agentes é legítima e classifica o trabalho dos profissionais como desumano. “Quem sabe agora o Estado volte os olhos ao presídio, oferecendo melhores condições de trabalho, para que reflexos negativos não venham acontecer na unidade prisional. O crime ocorre fora das celas, ou seja, dentro do presídio, os presos e seus familiares merecem respeito”, frisa.
Monteiro ainda ressalta a habilidade do comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, tenente-coronel Márcio Cabral. “A presença do comandante foi fundamental para que a rebelião terminasse. Estabelecer uma conversa com todos os envolvidos, inclusive, os advogados que atuam nos presídios e possuem um canal de diálogo com os detentos foi essencial”, conclui.
A Rebelião - Por volta das 13 horas desta sexta-feira, detentos entraram em rebelião por causa da proibição das visitas. O impedimento dos parentes entrarem na unidade prisional ocorreu durante uma semana por causa da greve dos agentes penitenciários, que lutam por melhores salários e condições de trabalho com o Governo do Estado de Santa Catarina.



