Polícia Civil
Araranguá: avô é investigado por violência sexual contra criança de 10 anos
Vítima costumava pernoitar na cama do suspeito
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Um idoso de 80 anos está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de praticar violência sexual contra a neta dele, de 10 anos, em Araranguá. A informação foi divulgada pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAMI) na tarde desta quinta-feira, dia 2, e os detalhes do caso estão em segredo de Justiça.
Com base na Lei Henry Borel, a delegada responsável pelas investigações, Eliane Chaves, solicitou medidas protetivas a favor da vítima. O avô precisará ficar afastado da criança, sendo impedido de qualquer forma de contato com a neta.
A menina foi ouvida por policiais na escola na última sexta-feira, dia 26, e relatou fatos compatíveis com violência sexual, além de produzir desenhos que, conforme a Polícia Civil, corroboram, em tese, com a situação de abuso vivenciada. A criança costumava pernoitar, há vários anos, na mesma cama do avô.
Aumento em crimes de estupro de vulnerável
Eliane informou que em todo o ano de 2025 Araranguá teve dez casos de estupro de vulnerável registrados, enquanto que em 2026, já são 12 casos, sendo 52% de vítimas menores de 12 anos. Os registros apontam 92% dos casos ocorreram no ambiente residencial.
A Polícia Civil reforça que a denúncia é um dos principais instrumentos para interromper ciclos de violência contra crianças e adolescentes. “É fundamental que pais, responsáveis e demais familiares acolham a fala da criança sem julgamentos ou intimidações, jamais desconsiderem seus relatos e mantenham supervisão constante da convivência com adultos, ainda que sejam pessoas próximas ou integrantes da própria família”, ressaltou a delegada.
Qualquer suspeita de abuso merece atenção imediata por parte da família, da escola e de toda a rede de proteção. “A maioria dos casos de violência sexual infantil ocorre no ambiente familiar ou é praticada por pessoas de confiança da vítima”, acrescentou Eliane.
Sinais que podem indicar violência sexual em crianças e adolescentes:
- Mudanças repentinas de comportamento;
- Medo excessivo de determinada pessoa;
- Alterações no sono;
- Regressão de comportamentos;
- Isolamento;
- Sexualização precoce e relatos espontâneos.
Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil ou Conselho Tutelar por meio de canais oficiais. Dessa forma, as autoridades adotarão as medidas necessárias para preservar a integridade física e emocional da vítima.



