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Araranguá envia pedido para o desassoreamento da Barra do Rio Araranguá à Defesa Civil de SC

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Coordenador do órgão no município explicou que sedimentos voltaram a se acumular no canal

Por Leonardo Minatto29 de julho de 2026 3 min de leitura
Divulgação/Prefeitura de Araranguá

A prefeitura de Araranguá enviou à Defesa Civil de Santa Catarina um pedido de autorização para realizar o desassoreamento da Barra do Rio Araranguá. Segundo o coordenador da Defesa Civil no município, Alexandre Pereira, sedimentos voltaram a se acumular no canal. A informação foi dada por ele durante entrevista à Rádio Araranguá na manhã desta quarta-feira, dia 29.

“Nós entendemos que o desassoreamento da Barra do Rio Araranguá é fundamental para evitar perdas, sejam humanas ou materiais. Sabemos os pontos de maior risco, como o bairro Barranca e Vila São José. Caso ocorra uma enchente, as pessoas perdem móveis, ficam sem trabalhar e passam semanas tendo dificuldades”, explicou.

Pereira também destacou que, entre os documentos enviados à Defesa Civil, está um histórico com relatórios e fotos de enchentes que atingiram o município. “Sempre que algo desse tipo ocorre, é preciso colocar as informações, como quantas casas foram destruídas, para que então possa ser declarado estado de calamidade. Por isso enviamos todas essas informações para conseguir a autorização de desassoreamento”, ressaltou.

Autorização deve agilizar os trabalhos

De acordo com o coordenador, a autorização irá permitir que, em casos de necessidade, a Defesa Civil de Araranguá possa desassorear a barra sem precisar de permissões ambientais. A expectativa é de que o documento esteja pronto em um prazo de 20 a 30 dias. “Por causa das condições climáticas, o próprio Estado está preocupado com essa situação e agilizando estes processos”, afirmou.

Trabalhos necessários

O coordenador informou que, apesar de a Barra do Rio Araranguá ter entre 30 e 40 metros de largura, a profundidade é considerada pequena. Com seis metros de fundura, o canal é raso se levado em consideração o volume de água que é escoado.

“Nós precisamos desassorear. Há uma camada muito grande de areia para um caminho tão estreito. Especialmente quando se encontra com as ondas. Como as previsões para os próximos meses apontam muita chuva, galhos podem ficar presos ali e trancar o fluxo de água”, reforçou.

Pereira ainda frisou que o processo de desassoreamento será voltado a aprofundar a barra e não alargá-la. A expectativa é de que, caso a água comece a ficar represada, seja realizado um aprofundamento entre um metro e meio e dois metros.

Mesmo com a autorização, as obras ainda não serão iniciadas

Segundo o coordenador, mesmo que o município consiga a autorização da Defesa Civil do estado, as obras de desassoreamento não serão iniciadas, já que, caso não haja vazão e força hídrica suficientes, o trabalho será ineficaz.

“É a mesma coisa que tirar um pouco de areia do mar. Ela cai de novo. Precisa de força de água, para que, quando mexer ali, o material seja levado embora. Então estamos monitorando a situação, para que, quando houver necessidade, as máquinas entrem em ação”, finalizou.

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