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Assinatura de protocolo de intenções marca início do Plano de Transição Energética Justa

Setor carbonífero

Ato aproxima Governo do Estado da Satc para traçar próximos passos da elaboração

Por Lucas Renan Domingos15 de dezembro de 2023 3 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

A transição energética no Sul de Santa Catarina começou. Na tarde desta sexta-feira, dia 15, o Governo de Santa Catarina e a Satc assinaram um protocolo de intenções. O ato foi o primeiro passo para a elaboração do Plano de Transição Energética Justa que será aplicado na região.

Sancionada em janeiro de 2022, a Lei 14.229 criou o Programa de Transição Energética Justa, que estende, até o ano de 2040, as atividades do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), em Capivari de Baixo. A unidade é responsável pelo consumo de 99% do carvão produzido no Sul catarinense. O prazo é um incentivo para que o Sul do Estado se prepare para substituir o uso de combustíveis fósseis e passe a utilizar alternativas menos impactantes para a geração de energia elétrica.

Em 5 de janeiro de 2022 também foi aprovada a Lei Estadual 18.330, que Institui a Política Estadual de Transição Energética Justa e o Polo de Transição Energética Justa do Sul do Estado de Santa Catarina. O modelo passa a caminhar com as assinaturas desta sexta-feira.

“Todo o caminho tem um primeiro passo. Foi esse gesto que fizemos aqui hoje. O protocolo de intenções é a concretização do diálogo entre Satc e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente para a contratação e elaboração do Plano de Transição Energética Justa. A partir de agora, esses debates vão se intensificar para que a gente elabore e consiga executar este plano”, pontuou o diretor executivo da Satc e presidente de Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luiz Zancan.

O secretário de Meio Ambiente de Santa Catarina, Ricardo Guidi, destaca a importância da aproximação entre o setor produtivo e o Governo do Estado. Ele lembrou que a indústria carbonífera é responsável por mais de 20 mil empregos e movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano.

“Quando a gente fala em transição energética justa, estamos falando em mudar de um modelo de alto consumo de carbono para um de baixo consumo de carbono. Isso mostra a importância da Secretaria de Meio Ambiente em criar um modelo de desenvolvimento sustentável aqui para a nossa região Sul do Estado”, destacou.

A intenção é que até o mês de março uma consultoria seja contratada para a elaboração do Plano de Transição Energética Justa. Já o prazo para que o modelo seja finalizado é de um ano e meio. “A partir de agora, nós vamos traçar um plano de trabalho, construir os nossos objetivos e definir como nós vamos a contratação para a construção do plano. É necessário fazer um levantamento de informações do setor carboníferos e traçar o plano de trabalho, como nós vamos construir as nossas etapas para execução”, explicou o secretário-adjunto de Meio Ambiente de Santa Catrina.

A presidente do Sindicato Indústria de Extração Carvão Estado Santa Catarina (Siecesc), Astrid Barato, afirmou que as carboníferas estão interessadas em contribuir com a transição energética justa e comemorou a assinatura do plano de intenções.

“É extremamente importante este processo que vem acontecendo desde 2022 com a aprovação da lei estadual. Agora estamos caminhando para a execução com este pontapé demos hoje, pensando na elaboração do plano de trabalho. Ainda temos muitos passos pela frente, mas o assunto estava um pouco parado e agora voltou a andar”, finalizou.

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