Criciúma
Associação Dança Criciúma celebra 50 anos da Cultura Hip Hop no Brasil
Encontro de Artistas Urbanos marca a comemoração neste final de semana
Por Rafaela Custódio
3 min de leitura

Criciúma recebe, neste final de semana, a 5ª edição do Underground – Encontro de Artistas Urbanos, evento promovido pela Associação Dança Criciúma (ASDC) em celebração ao aniversário de 50 anos da Cultura Hip Hop no Brasil. O evento acontecerá na sede da Associação, no bairro Vila Zuleima, e reunirá agentes culturais dos quatro elementos da Cultura Hip Hop "Breaking, DJ, Graffiti e MC" nesta sexta-feira e sábado (11 e 12/08).
Conforme o presidente da ASDC, Maxwell Sandeer Flôr, os trabalhos voltados à cultura Hip Hop em Criciúma iniciaram em 1993, com o Grupo SOS Dance e o The Laws, somando, até aqui, uma extensa trajetória. “Acompanhar o Hip Hop em processo de expansão nos 26 estados brasileiros é um orgulho”, destaca, acrescentando uma conquista recente: “Foi entregue um dossiê ao Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan), solicitando análise para reconhecer a cultura Hip Hop como patrimônio cultural imaterial do Brasil, algo muito significativo”.

Para Viviane Nascimento Alves, B-girl Vivi, que veio de Manaus para ser jurada e oficineira do evento, a expectativa é altíssima. “É uma grande alegria estar em Criciúma no evento da Associação. Vamos fazer uma troca de saberes e compartilhar um pouco sobre minha trajetória como artista mulher do breanking, um universo, predominantemente masculino”, ressalta Viviane.
Conforme o dançarino Jackson Jones da Conceição, o Flowjack Uantpi, que será o jurado da competição de Hip Hop Dance, destaca que em 2020 Santa Catarina foi responsável por 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor criativo, o que representa um ponto de partida de como é possível ampliar e qualificar o Hip Hop como economia criativa.
“Falar sobre a importância do empreendedorismo na cultura Hip Hop e seus caminhos para tornar isso como profissão é pensar no campo da formação e qualificação profissional no setor cultural”, acrescenta.
A programação, descrita em detalhes abaixo, é gratuita e aberta ao público.
Troca de Saberes em diferentes temáticas
- Vitória-Régia Breaking Ancestral - B-girl Vivi (Manaus/AM)
A singularidade da vitória-régia, a flor símbolo da Amazônia, faz analogia ao Breaking, que convida a mergulhar em um universo de belezas exóticas do universo Feminino e a Ancestralidade Indígena na Dança com narrativa Feminina.
“Essa espécie é considerada uma das maiores plantas aquáticas do mundo, da qual há relatos de usos medicinais e na culinária e no breaking não seria diferente os benefícios socioculturais e o poder de transformação”, relaciona Viviane.
-Como Empreender na Arte - Flowjack Uantpi - Esteio/RS
Economia Criativa e Sustentável com foco em Formação e Qualificação Profissional em Dança, Artes Visuais, Esporte, Audiovisual. A proposta objetiva criar redes no âmbito nacional e internacional entre fazedores de cultura.
Sobre a Programação:
11/ 08 - Sexta-feira
18:00 - Oficina Integrada de Breaking (Bgirl Vivi, Flowjack e André Tavares)
19:00 - Espetáculo de Dança "Cabeça de Porco", com Maneka Flor
20:00 - Confraternização de Artistas Urbanos
12/08 - Sábado
10:00 - Graffiti em Ação
14:00 - Apresentação do Grupo Movimento Urbano (Casa da Fraternidade – Araranguá)
14:05 - Seven Hip Hop Dance (Batalha)
14:30 - Workshop e Troca de Saberes com a Bgirl Vivi e Flowjack
15:30 - Seven Breaking (Batalha)
16:00 - Roda Cultura Hip Hop
16:30 – Apresentação do Crew Infanto-juvenil (Forquilhinha)
16:35 - Batalha Kids
17:00 - Confraternização de Artistas Urbanos (Cypher)
17:30 – Encerramento
Colaboração: Mayara Cardoso



