Segurança
Atentados e falta de segurança no Sul são discutidos por autoridades em Criciúma
“Os adolescentes estão na linha de frente. São como peões no jogo de xadrez
Por Redação Engeplus
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Na tarde desta segunda-feira, autoridades policiais se reuniram na Câmara de Vereadores de Criciúma para discutir a segurança pública na região Sul e pedir solução para a crise que os órgãos de segurança enfrentam.
O principal assunto discutido foi a construção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) na região carbonífera. O delegado Antônio Márcio Campos Neves, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma destacou que a crise pela qual a cidade passou nos últimos dias ainda não foi resolvida como a polícia gostaria.
“Não é o objetivo culpar ou apontar um erro, mas sim reconhecer responsáveis. Gostaria de fazer uma comparação entre duas manifestações: Uma contra a morte de dois criminosos e outra contra a morte da jovem Vivian Phillippi, em Içara. No primeiro caso, tivemos os atentados. No segundo caso, tivemos uma manifestação em busca da paz”, disse.
Além do imediato início das obras do Case, as autoridades pediram que o Casep seja liberado pela Vigilância Sanitária o quanto antes, e que a Delegacia de Proteção à Mulher ganhe uma nova sede. “Eu sugiro que se crie, também, um Gabinete de Gestão Integrada da Segurança Pública. O Case não pode ser apenas uma questão política. Sobre o efetivo policial, acredito que todo o efetivo que esteve na cidade durante as ações dos últimos dias deveria ser o efeito normal da região”, pede o diretor de Divulgação do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol/SC), Arilson Carlos Nazário.
Ainda sobre o efetivo policial, o delegado Ulisses Gabriel, também da DIC, afirmou que os policiais trabalharam muitas horas por dia, durante os sete dias de operação, para garantir a segurança da população. “Fizemos por amor, mas o amor uma hora acaba. Não sabemos quanto tempo nosso time de policiais aguentará. A comunidade precisa lutar pelo aumento do efetivo policial, senão estaremos fadados ao insucesso”, disse.
Para o promotor da Infância e Juventude, Mauro Canto da Silva, a questão da criminalidade envolvendo o adolescente não será resolvida em uma única reunião. “Eles estão na linha de frente. São como peões no jogo de xadrez. Se apenas combatermos esta linha de frente, não chegaremos a lugar algum. Hoje o adolescente não pode ser inserido em outros Caseps, por falta de vagas. Estamos em um sistema colapsado”, disse ele e acrescentou, “precisamos passar essa linha da frente, que são os adolescentes, e chegar nos verdadeiros culpados e mentores de todos os crimes".
Solicitação ao prefeito - O delegado Neves aproveitou a presença do prefeito Márcio Búrigo para pedir o apoio da Prefeitura Municipal em trabalhos como a limpeza dos locais onde estavam as barricadas, a pintura das pontes dos bairros Paraíso e Boa Vista, instalação de iluminação pública e outros serviços que valorizarão as pessoas de bem dos bairros.
“A prefeitura deu início a alguns trabalhos no último fim de semana, e estamos aguardando, pois existe a previsão de chuva para os próximos dias. Depois disso, vamos procurar atender aos pedidos”, destacou o prefeito.
Com informações de Amanda Garcia Ludwig



