Ato pró-Bolsonaro será realizado no mês de março em Içara
Contra a prisão
Apoiadores protestarão pela liberdade de ex-presidente

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) estão organizando uma manifestação em Içara contra a prisão do ex-presidente do Brasil e de investigados nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), em 2023. O ato acontecerá na Praça João Goulart, em frente à prefeitura, no dia 1º de março.
A concentração está marcada para as 9h30. O vereador içarense Charles Cargnin (PL) está liderando o protesto. “O objetivo é alertar as pessoas sobre a injustiça que é a prisão do ex-presidente. Foram utilizadas fundamentações meramente por narrativas. Não há nenhuma prova que vincule ele a qualquer ato de tomada de poder pelo golpe”, analisou o parlamentar.
Após a concentração, o grupo planeja uma caminhada pela região central de Içara. O ato deverá contar com a participação de políticos alinhados à manifestação. Cargnin defende a punição para participantes do 8 de janeiro, mas não vê o ataque em Brasília como uma tentativa de golpe.
“O que houve foi uma severa depredação do patrimônio público e os responsáveis precisam ser punidos por isso”, enfatizou. “E temos que expor a nossa indignação pela perseguição de Alexandre de Moraes ao Bolsonaro”, completou.
O que foi o 8 de janeiro?
Uma semana após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser empossado presidente, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadiram as sestes dos Três Poderes na capital Federal. Foram arrombados o Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto. O grupo quebrou vidros e depredou obras de arte, computadores, móveis e documentos, além de outros objetos.
O valor estimado pelos Poderes para cobrir os prejuízos foi de R$ 20 milhões. Os vândalos permaneceram nos prédios por uma hora até a ação das forças de segurança, sendo retirados apenas duas horas depois do início dos ataques.

Os atos foram classificados como antidemocráticos. Em três anos, o STF responsabilizou 1.399 pessoas. Entre os condenados, 29 foram apontados como membros do núcleo principal de uma organização criminosa. Nesse grupo está Jair Bolsonaro.
Os participantes da cúpula foram investigados por tentativa de abolição do estado democrático de direito, golpe de estado, dano qualificado, organização criminosa armada e deterioração do patrimônio tombado.
Além do ex-presidente, cumprem pena em regime fechado mais quatro pessoas, sendo: Walter Braga Netto, ex-ministro; Anderson Torres, ex-ministro; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa. Augusto Heleno, ex-ministro, está em prisão domiciliar por ser diagnosticado com Alzheimer.



