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Audiência discute novas moradias para famílias que vivem às margens dos trilhos no Pinheirinho

Área de invasão

Estudo produzido em 2014 deve ser atualizado para identificar quantas famílias vivem no local

Por Thiago Hockmüller28 de maio de 2024 3 min de leitura
Divulgação/Unesc

O problema de segurança pública está novamente em debate na região do bairro Pinheirinho em Criciúma. Após sugerir a transferência do pátio ferroviário e a desativação dos trilhos, o vereador Miri Dagostim (PP) agora busca solução para novas moradias destinadas às famílias que vivem às margens dos trilhos, nas áreas de invasão.

Nessa segunda-feira, dia 27, ele participou de audiência com o prefeito Clésio Salvaro (PSD) e o presidente da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), Benony Schmitz Filho. A primeira medida planejada é a atualização de um estudo produzido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) em 2014 para identificar quantas pessoas vivem atualmente na área de invasão.

“A FTC vai provocar a Unesc para refazer o estudo. Há um problema no entorno da ferrovia e todos estão sofrendo. Em 2014 um estudo socioeconômico constatou que 250 famílias viviam em torno do trilho. Vamos pensar em uma área para fazer a transferência pelo Minha Casa Minha Vida, em conjunto com a Secretaria de Assistência Social, com a Ferrovia e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Vamos reavaliar o estudo e atualizá-lo para começar os encaminhamentos”, explicou Dagostim em entrevista ao Portal Engeplus.

Segundo informações extraoficiais, seriam necessários cerca de R$ 25 milhões para realocar as 250 famílias. Porém, é o estudo que vai confirmar a quantidade de famílias e o valor necessário para a construção do conjunto habitacional. Um dos locais analisados é um terreno entre os bairros Boa Vista e Vila Floresta.

“O trilho permaneceria, mas o estudo da universidade vai pautar a necessidade ou não. Vamos conversar com os deputados federais e o senador Esperidião Amin (PP). Na sexta-feira tivemos reunião com lideranças do Pinheirinho e elas acham que o caminho é esse. Quando tivermos o estudo socioeconômico pronto, ele será levado para a comunidade. Será um programa de governo, se não for nesse, será tratado no próximo”, argumentou o vereador.

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Plano de mobilidade urbana prevê intervenção

O tema também faz parte do documento final do Plano de Mobilidade Urbana construído pela Consultran Engenharia, empresa de consultoria contratada pela Prefeitura de Criciúma com a finalidade de apontar o diagnóstico e prognóstico da mobilidade, com levantamento de soluções que melhorem o trânsito na cidade.

Como diretriz do Plano de Mobilidade Urbana, há previsão para “implantação de uma nova avenida ocupando o atual traçado da Ferrovia Tereza Cristina, com a sua futura desativação”.

“Vamos requerer junto com a Unesc para que possamos reavaliar e juntos possamos resolver aquela situação das famílias que muitas moram até em caixa de papelão. Como sugeriu o prefeito, é tirar as casas e pavimentar para que não voltem outras invasões. A reunião foi produtiva, foi dado o start e inicia-se uma semente que plantamos a partir de hoje para, quem sabe, o futuro gestor desta cidade e a Câmara busquem a solução daquela região”, afirmou Dagostim.

Criciúma conta com cerca de 15 quilômetros de ferrovia, com projeção desde o bairro Cristo Redentor, no limite com Içara, até o bairro São Marcos, no limite com Siderópolis. Existe ainda o ramal que sai do Pinheirinho em direção ao bairro Ouro Negro, em Forquilhinha, somando mais 9 quilômetros de ferrovia.

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