Áudio: “A gente sabe que é impossível os 63% agora, queremos negociar”, afirma professora sobre greve
Criciúma
Profissionais completam sete dias de paralisação nesta segunda-feira, dia 18

As professoras da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) chegaram ao sétimo dia de greve nesta segunda-feira, dia 18, e seguem buscando uma negociação com a direção da instituição. Entretanto, desde a última terça-feira, dia 12, quando iniciou a paralisação, não houve nenhuma conversa entre as partes envolvidas.
“A gente está confiante de que vai conseguir, apesar de todas as ameaças do prefeito [Vagner Espíndola], de demissões em massa, de quebrar contratos, de dar vouchers para creches particulares para essas crianças”, afirmou a professora e participante do comando de greve, Suzana Fernandes Calegari.
Na manhã desta segunda-feira, as professoras em greve estão concentradas em frente ao CEI Professor Lapagesse, mesma instituição que a Afasc escolheu para receber até 300 crianças durante o período de greve. A professora ressaltou que entende os pais enfrentarem filas para inscrição.
“A gente tem consciência, sim. Nós somos mães, somos avós, já passamos por tudo isso e pensamos nas crianças. Por pensarmos nelas, é que queremos um salário melhor, dar dignidade para as professoras, para termos ânimo de trabalhar. E não é com ameaças, com ações, que ele vai conseguir derrubar o movimento. O nosso movimento não é político”, ressaltou.
“A gente respeita os pais, sabe que eles trabalham e dependem do emprego deles. A gente respeita todos eles. Até agora, eles nos apoiaram e temos todo o respeito por eles”, acrescentou.
“Pode ter uma pessoa política, mas nós não somos políticos. A gente tentou de várias maneiras, tivemos várias conversas, sentamos na mesa de negociação mais de dez vezes para tentar achar uma solução que não fosse a paralisação, mas o prefeito não nos deixou saída. Em momento algum, ele nos chamou para conversar”, garantiu.
Continuação da greve
A professora ressaltou que as profissionais continuarão com a greve. “A gente vai continuar até alguém nos chamar para sentar e conversar, para negociar. Todas aqui querem voltar a trabalhar, mas a gente não vai parar. O nosso salário, comparado ao piso nacional, está defasado em 63%. Eu sou professora há 24 anos na Afasc. O meu salário é R$ 2.440,00. Se eu estivesse na prefeitura, o meu salário seria o triplo. A gente sabe disso. A gente sabe que é impossível ele dar os 63% agora. A gente quer negociar. No mandato dele, ele tem mais de dois anos e meio. A gente quer negociar esses 63%. A gente sabe que é inviável ele nos dar tudo de uma vez só. A gente quer uma negociação”, pontuou.
Confira a entrevista completa abaixo:
Portal Engeplus · Professora fala sobre a greve na Afasc
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