Geral

Áudio: “A gente sabe que é impossível os 63% agora, queremos negociar”, afirma professora sobre greve

Criciúma

Profissionais completam sete dias de paralisação nesta segunda-feira, dia 18

Por Rafaela Custódio18 de maio de 2026 6 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

As professoras da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) chegaram ao sétimo dia de greve nesta segunda-feira, dia 18, e seguem buscando uma negociação com a direção da instituição. Entretanto, desde a última terça-feira, dia 12, quando iniciou a paralisação, não houve nenhuma conversa entre as partes envolvidas.

“A gente está confiante de que vai conseguir, apesar de todas as ameaças do prefeito [Vagner Espíndola], de demissões em massa, de quebrar contratos, de dar vouchers para creches particulares para essas crianças”, afirmou a professora e participante do comando de greve, Suzana Fernandes Calegari.

Na manhã desta segunda-feira, as professoras em greve estão concentradas em frente ao CEI Professor Lapagesse, mesma instituição que a Afasc escolheu para receber até 300 crianças durante o período de greve. A professora ressaltou que entende os pais enfrentarem filas para inscrição.

“A gente tem consciência, sim. Nós somos mães, somos avós, já passamos por tudo isso e pensamos nas crianças. Por pensarmos nelas, é que queremos um salário melhor, dar dignidade para as professoras, para termos ânimo de trabalhar. E não é com ameaças, com ações, que ele vai conseguir derrubar o movimento. O nosso movimento não é político”, ressaltou.

“A gente respeita os pais, sabe que eles trabalham e dependem do emprego deles. A gente respeita todos eles. Até agora, eles nos apoiaram e temos todo o respeito por eles”, acrescentou.

“Pode ter uma pessoa política, mas nós não somos políticos. A gente tentou de várias maneiras, tivemos várias conversas, sentamos na mesa de negociação mais de dez vezes para tentar achar uma solução que não fosse a paralisação, mas o prefeito não nos deixou saída. Em momento algum, ele nos chamou para conversar”, garantiu.

Continuação da greve

A professora ressaltou que as profissionais continuarão com a greve. “A gente vai continuar até alguém nos chamar para sentar e conversar, para negociar. Todas aqui querem voltar a trabalhar, mas a gente não vai parar. O nosso salário, comparado ao piso nacional, está defasado em 63%. Eu sou professora há 24 anos na Afasc. O meu salário é R$ 2.440,00. Se eu estivesse na prefeitura, o meu salário seria o triplo. A gente sabe disso. A gente sabe que é impossível ele dar os 63% agora. A gente quer negociar. No mandato dele, ele tem mais de dois anos e meio. A gente quer negociar esses 63%. A gente sabe que é inviável ele nos dar tudo de uma vez só. A gente quer uma negociação”, pontuou.

Confira a entrevista completa abaixo:

Portal Engeplus · Professora fala sobre a greve na Afasc

Confira mais matérias sobre a greve:

Impasse sobre piso salarial leva professores da Afasc à assembleia; greve é cogitada

Presidente do Conselho do Fundeb critica salário dos professores da Afasc: ‘fazem educação pública’

“Em termos salariais, a Afasc é nivelada por baixo”, garante presidente de sindicato

Vídeos e fotos: professores da Afasc aprovam greve e dão prazo de 48 horas para resposta

Afasc se pronuncia sobre estado de greve dos professores: ‘a instituição permanece aberta ao diálogo’

Vídeo: prefeito de Criciúma chama greve dos professores da Afasc de ‘movimento sindical e turma da esquerda’

‘O fato de receber dinheiro público não empresta natureza pública ao órgão’, afirma advogado da Afasc

Ofício de greve será entregue na segunda-feira à Afasc e paralisação pode ocorrer em 72 horas

Sindicato entrega ofício de estado de greve à direção da Afasc e nova reunião é marcada

Afasc tem mudança no Conselho de Administração e novo presidente aborda salários dos professores

Afasc e sindicato não chegam a acordo e professores iniciam greve nesta sexta-feira

“Pais devem se conscientizar e não mandar os filhos para as escolas”, afirma presidente sobre greve na Afasc

'Vamos ter que estudar e adotar alguma providência jurídica', afirma advogado sobre greve dos professores

‘Se dermos 2% de aumento, no final do ano, vai faltar R$ 400 mil’, afirma advogado sobre reajuste na Afasc

Grupo de pais se mobiliza para apoiar greve dos professores da Afasc em Criciúma

Greve dos professores da Afasc é suspensa e nova assembleia é marcada

Grupo de pais espalha cartazes no Lapagesse em apoio aos professores da Afasc

Vídeos: professores da Afasc rejeitam nova proposta e mantêm greve; protesto é realizado na avenida Centenário

Afasc afirma que adotará medidas jurídicas para preservar a continuidade do atendimento nos CEIs

Com greve marcada para esta terça-feira, pais espalham cartazes nos CEIs da Afasc

TRT nega pedido da Afasc para tentar impedir greve dos professores; veja os argumentos do juíz

Pai encontra CEI fechado e demonstra apoio à paralisação de professoras da Afasc

Fotos e vídeos: professores da Afasc entram em greve em Criciúma

Prefeitura de Criciúma classifica paralisação nos CEIs da Afasc como ‘inaceitável’

Vídeo: prefeito ameaça romper contrato com a Afasc e questiona aumento de 60% aos professores

Aumento salarial de 60% é incompatível com a realidade, afirma Afasc

‘Não é sobre uma paralisação, é sobre deixar crianças sem alimentação’, afirma prefeito sobre greve

Vagner Espindola determina que CEIs da Afasc distribuam kits de alimentação às crianças

Famílias de alunos da Afasc começam a receber kits de alimentação nesta quarta-feira

Professores da Afasc iniciam segundo dia de greve em Criciúma

Mais de 860 crianças receberão kits da Afasc para famílias vulneráveis

CEIs em Criciúma: 27 dos 40 estão funcionando de forma parcial

TRT nega novo pedido da Afasc de declarar greve abusiva

Vídeo: professores da Afasc se unem no Parque da Prefeitura

Sobe para 29 o número de CEIs com funcionamento parcial em Criciúma

Fotos e vídeo: em quarto dia de greve, professores da Afasc protestam na avenida Centenário

Vagner Espindola manda recado ao comando de greve da Afasc: ‘Reflitam’

Durante greve dos professores, Afasc atenderá até 300 crianças no Lapagesse a partir de segunda-feira

Pais de alunos da Afasc apoiam professores com manifestação em Criciúma

TRT nega pedido do sindicato para impedir rompimento de contrato entre Prefeitura e Afasc durante greve

Durante greve dos professores, Afasc atenderá até 300 crianças no Lapagesse a partir de segunda-feira

Compartilhar:

Notícias relacionadas