Cor laranja
Aumento do número de casos na Amrec pode levar região novamente para classificação de risco grave
Secretaria de Estado da Saúde atualiza matriz nesta quarta-feira, dia 11
4 min de leitura

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deve atualizar nesta quarta-feira, dia 11, a matriz que define as classificaçãos de riscos regionais em Santa Catarina. No Estado, apenas quatro regiões estão em risco alto (cor amarela) – Carbonífera, Oeste, Alto Uruguai Catarinense e Meio Oeste. As demais estão em risco grave (cor laranja) e a Grande Florianópolis é a única que está na classificação gravíssima (cor vermelha).
Mas a tendência é de que o atual cenário da região Carbonífera se altere nesta quarta-feira. Na última semana, a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) se manteve em situação de risco alta, mas muito próxima da classificação ser agravada para grave.
“Na última semana a gente já ficou bem no limite. Ainda precisamos aguardar a análise dos relatórios dos municípios que serão encaminhados ao Estado. Existe, sim, um risco de a gente ser reclassificado para grave. Tivemos aumento dos números de casos, de internações e óbitos. Não dá para cravar, porque ainda precisamos esperar a divulgação da nova matriz, mas a probabilidade é alta”, disse o diretor executivo da Amrec, Giovanni Dagostin Marchi.
Nos últimos sete dias, os 12 municípios da Amrec somaram 938 novos casos positivos de Covid-19, três novos óbitos e 571 recuperados. O número de internados também tem crescido. Em Criciúma, por exemplo, maior cidade da região, eram 32 pessoas na última terça-feira, dia 3, em hospitais do município em decorrência do novo coronavírus. Sete dias depois são 82 leitos ocupados na cidade. Um aumento de 50 internações em uma semana.
A matriz de risco do Estado de Santa Catarina avalia quatro dimensões para definir a classificação das regiões: evento sentinela, transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção. Cada uma delas, levando em consideração os dados dos municípios, recebe uma nota de 0 a 4. A média de todas elas indica qual o grau de risco. Na última matriz, a Amrec alcançou pontuação 2. Acima disso, retornaria para a situação grave.
Última matriz de risco divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde - Imagem: Divulgação

Poucas mudanças nas restrições
Conforme o diretor executivo da Amrec, mesmo que a região retorne para a cor laranja, poucas devem ser as alterações de medidas restritivas. “Os municípios estão obedecendo os decretos do Governo de Santa Catarina. As prefeituras podem apenas restringir mais do que o Estado determina, nunca flexibilizar o que a Secretaria de Estado da Saúde define. Então deve permanecer dentro daquilo que já temos hoje.
Entenda as dimensões de classificação de risco:
Dimensão Evento Sentinela: considera a mortalidade por COVID-19 como um sinal de alerta que aponta tanto o agravamento da situação, como a possibilidade de ocorrência de grande número de casos não identificados pelo sistema de saúde. Utiliza dados de informação de óbitos recebidos e computados no sistema de informação BoaVista. Os parâmetros considerados provém da análise da mortalidade por COVID-19 ocorrida no estado de Santa Catarina durante o ano de 2020. Este indicador é combinado com o Rt (indica como a epidemia está evoluindo na região) e sua estabilidade interpretado segundo orientação da OMS.
Dimensão Transmissibilidade: combina informação sobre a quantidade de casos ativos em relação a população, combinada com a variação entre o número registrado na semana avaliação comparada à anterior.
Dimensão Monitoramento: aponta a capacidade de rastreamento dos casos e contatos, medida por meio das notificações de casos positivos e negativos; e a capacidade de realização de vigilância ativa da COVID-19, medida por meio da qualidade do inquérito realizado na comunidade pela atenção primária em saúde e que busca estimar a taxa de pessoas com sintomas gripais.
Dimensão Capacidade de Atenção: como já visto durante o manejo da pandemia, a disponibilidade de leitos hospitalares de terapia intensiva é extremamente necessária para o manejo de casos graves sendo que o risco da região aumenta à medida que sua ocupação também aumenta. É esperado que leitos de UTI estejam boa parte do tempo ocupados, sendo por atenção aos casos de SRAG ou outros eventos. Por este motivo, a dimensão somente será avaliada quando esta taxa supere 60%. A avaliação também ocorrerá a partir do município de residência dos internados, no entanto, a equipe da SES ainda trabalha para disponibilizar essa informação. Até ela esteja disponível a avaliação considerará internação por ocorrência.



