Áustria declara novo lockdown
Chanceler austríaco pediu desculpas aos vacinados
Por André Abreu
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Numa época em que os preparativos de Natal começam a ser realizados, a Áustria fecha as portas. Comércio, restaurantes, mercados fecharam as portas diante de mais um confinamento geral (lockdown) e assim tentar parar a nova onda de COVID.
"É óbvio que é muito chato. Já estava entrando no espírito natalício. Mas não há nada a fazer. Só temos que respeitar as regras e tentar tirar o melhor partido da situação", diz Lisa Bernsteiner, advogada estagiária em Viena.
Christine Lokos, também residente na capital, desabafa: "É o que é. A vacinação devia tornar-se obrigatória já. Quando era criança, fui vacinada na escola e ninguém pediu à minha mãe para assinar um papel. E sobrevivemos todos. O governo falhou um pouco neste aspecto. Mas não podemos culpá-lo de tudo. Se as pessoas não são razoáveis, não são".
No entanto, as escolas vão continuar abertas, cabendo aos pais escolher se os filhos assistem a aulas presenciais ou à distância.
O governo austríaco acelera, entretanto, o processo para criar um enquadramento legal que permita tornar a vacina obrigatória a partir de fevereiro.
O chanceler austríaco Alexander Schallenberg pediu desculpas aos vacinados e falou que é uma medida drástica. O lockdown durará 10 dias e se o número de hospitalizações não reduzir, haverá uma extensão de mais 10 dias. O número de casos continua aumentando. A Áustria tem cerca de 66% da população vacinada e é um dos números mais baixos da Europa Ocidental.
*Com informações da Euronews e da Austria News.



