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Ave rara no Sul do país é registrada em Passo de Torres

Registro raro

Trinta-réis-escuro foi encontrado por equipe da Educamar

Por Jessica Rosso Crepaldi10 de abril de 2026 2 min de leitura
Marcos Costa Melo

Uma equipe de campo da Educamar teve um encontro raro com um trinta-réis-escuro (Anous stolidus) em Passo de Torres (SC), ave oceânica de ocorrência incomum na região Sul.

O monitor Marcos Costa Melo, o Quinho, lembrou que, naquele dia, acompanhava o técnico de monitoramento Bruno Corrêa e que pararam para finalizar o trecho nos molhes da Barra do Rio Mampituba, na divisa com o estado gaúcho. O fato ocorreu no dia 2 de abril deste ano.

“Monitorávamos os molhes, quando a ave pousou bem próximo de onde estávamos. Perguntei ao Bruno de qual espécie se tratava, pois nunca havia visto. Ele então, logo identificou o trinta-réis-escuro, a ave de raro avistamento por aqui. Corri, peguei a câmera e fiz os registros”, conta o futuro biólogo. “Como estudante de Ciências Biológicas, estar como monitor de campo pelo PMP-BP na Educamar é uma experiência incrível poder registrar uma ocorrência rara e contribuir com a pesquisa destas belas aves”, comemora Quinho.

Marcos Costa Melo, autor das fotos (esquerda) e Bruno Corrêa, técnico de monitoramento. (Foto: Divulgação/Educamar)

O trinta-réis-escuro é uma ave marinha pelágica, de hábitos oceânicos, típica de regiões tropicais. Sua distribuição abrange os oceanos tropicais do mundo, com uma população estimada entre 1,2 e 2,1 milhões de indivíduos.

No Brasil, ocorre principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, associadas a águas mais quentes, sendo raro na região Sul. Pertence à ordem Charadriiformes e à família Laridae. Mede cerca de 38 a 40 cm de comprimento, com envergadura entre 77 e 85 cm. A plumagem é marrom-escura, com capuz claro e um detalhe branco ao redor dos olhos.

No Oceano Atlântico, reproduz-se em ilhas como Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Abrolhos, Trindade, ilhas do Golfo da Guiné, Ascensão, Santa Helena, Tristão de Cunha e Gough.

A alimentação é composta por pequenos peixes, lulas e até peixes voadores, capturados durante vôos rasantes sobre o mar ou na superfície da água. Ao contrário de outras espécies de trinta-réis, não realiza mergulhos profundos.

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Ao encontrar um animal marinho encalhado na praia entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, ligue para a Educamar: 0800 641 5665.

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.

Colaboração: Nilson Coelho

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