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Barra da Ibiraquera é aberta de forma clandestina e caso segue sob apuração

Imbituba

Abertura irregular aconteceu no dia 30 de dezembro de 2025

Por Patrick Stüpp19 de janeiro de 2026 3 min de leitura
Prefeitura de Imbituba/Divulgação

As causas do rompimento da Barra da Ibiraquera ainda seguem sendo apuradas. Porém, segundo o chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, Stéphano Diniz Ridolfi, o ato foi realizado de forma clandestina e criminosa. A abertura irregular foi registrada no dia 30 de dezembro de 2025, em Imbituba.

No dia da abertura, o acontecimento mobilizou forças de segurança no local. Equipes da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Fiscalização, da Defesa Civil e também do Corpo de Bombeiros foram acionados para garantir a segurança da população e acompanhar a evolução da situação.

Conforme o chefe da APA da Baleia Franca, quando a abertura irregular foi realizada, houve uma correnteza que levou um quiosque, provocando riscos para as pessoas na localidade. Depois que a lagoa esvaziou um pouco, a força da água reduziu. Porém, é importante as pessoas ainda permanecerem atentas.

“Infelizmente, após a abertura, a lagoa se tornou imprópria para banho, com base nas análises de água realizadas pelo Instituto de Meio Ambiente (IMA). É natural, pois o fluxo de poluição é contínuo. Com muita água, a poluição se dilui mais. Porém, com pouca água, há mais concentração da poluição”, explicou.

Andamento das apurações

Quando aconteceu a abertura irregular, um boletim de ocorrência foi registrado. Posteriormente, a Prefeitura de Imbituba comunicou a Polícia Civil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que, por ser uma autarquia federal, ligada Ministério do Meio Ambiente, também acionou a Polícia Federal para mais apurações.

Em entrevista ao Portal Engeplus, Ridolfi frisou que, no local, a Prefeitura de Imbituba recolheu os entulhos do quiosque levados pela correnteza. Na sequência, acionou a APA da Baleia Franca para monitoramento, pois o acontecimento foi registrado em uma das áreas monitoradas pela unidade de conservação federal.

“Foi uma abertura clandestina, irregular, ilegal e criminosa. Realizar esse tipo de abertura sem nenhuma autorização ou licença ambiental é crime ambiental. Tanto que foi realizado na calada da noite, de madrugada, para não chamar atenção das autoridades e da população. A Lei de Crimes Ambientais inclusive diz que cometer crimes ambientais a noite é um agravante, justamente por este motivo”, ressaltou.

Ocorrência foi registrada no dia 30 de dezembro de 2025. (Foto: Prefeitura de Imbituba/Divulgação)

Prejuízos ao meio ambiente

Em geral, o chefe da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, informou para a reportagem que aberturas irregulares de barras de lagoas intermitentes podem provocar o assoreamento, ou seja, acúmulo de sedimentos, como terra, areia, lixo e matéria orgânica. Dependendo da abertura, também pode ser alterado os parâmetros físico-químicos, como salinidade e temperatura.

"Neste caso, a lagoa ficou poluída pelos restos do quiosque que foi levado. O aumento da concentração de coliformes fecais também pode ser causado pela diminuição da água, que ficou imprópria para banho depois da abertura. O padrão de abertura natural também pode ficar comprometido, acarretando diferenças de época de abertura natural, como na época da tainha, importante para a pesca artesanal. A lagoa já secou bastante e haverá provavelmente o fechamento natural da barra”, pontuou.

Embora os prejuízos ao meio ambiente, o secretário de Segurança Pública, Trânsito e Fiscalização da Prefeitura de Imbituba, Adriano dos Passos, a localidade não apresenta riscos para as pessoas. A orientação é para as pessoas evitarem se aproximar da área e respeitarem as equipes que estão atuando no local, além de terem atenção redobrada. “As equipes técnicas seguem avaliando a situação. No entanto, o local é seguro e não oferece risco nenhum”, pontuou.

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