Contexto Internacional

Batalha pela cidadania italiana no Tribunal de Justiça da União Europeia

Dupla cidadania

Futuro da cidadania italiana depende da interpretação de tribunal europeu

Por André Abreu28 de agosto de 2026 2 min de leitura

A luta pelo reconhecimento da cidadania italiana ganha um novo capítulo com a disputa que se travará no Tribunal de Justiça da União Europeia.

Com a reforma da lei de cidadania italiana e o reconhecimento limitado a netos e filhos de italianos nascidos na Itália aprovado pelo Parlamento em 2025 e assinado no governo de Georgia Meloni, os descendentes de italianos (que eram considerados italianos desde o nascimento na lei anterior, devendo buscar somente o reconhecimento em consulados ou municípios italianos) esperam agora por uma decisão da corte europeia.

O processo está pendente desde 23 de julho de 2026 e chegou a Luxemburgo por meio da Corte Constitucional italiana. Na ficha oficial, a Corte classifica o caso na área de cidadania da União.

A Corte Constitucional da Itália quer saber se essa solução é compatível com as normas europeias sobre cidadania da União.

O processo está disponível em português.

Analistas avaliam que o Tribunal de Justiça da União Europeia tem três possíveis caminhos: considerar a lei compatível; pode considerar a retroatividade da lei incompatível, e a terceira opção seria dar um sinal amarelo para a lei: manter o direito da Itália de reforma da cidadania, mas exigir garantias específicas para quem não teve o direito garantido pela mudança repentina da lei.

O TJUE abriu o prazo de 70 dias para manifestação das partes nesta semana. Nesta fase os advogados de cidadania italiana Marco Mellone e Maria Stella La Malfa, instituições europeias e países-membros podem expor seus argumentos.



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