Biden e o aborto
Pressão da sociedade norte-americana aumenta sobre posição do presidente dos EUA
Por André Abreu
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O Presidente Biden está preparando uma série de decretos que colocam o governo dos EUA a favor de medidas que apóiam o aborto.
A batalha interna está dividida entre dois grupos, os que defendem os direitos de reprodução sem interferência governamental e os grupos conservadores que defendem o direito do feto à vida. É uma batalha histórica e religiosa entre democratas (que defendem os direitos de escolha da mulher) e republicanos.
Biden pretende assinar um decreto que retira a proibição do governo dos EUA de prover fundos para entidades não-governamentais que dão apoio ao aborto. A ótica religiosa tem sido levantada por Biden ser considerado um católico praticante, o segundo presidente católico depois de Kennedy na história dos EUA.
O Dr. Anthony Fauci, principal autoridade de saúde do páis, defende que Biden adote uma política de direitos para as mulheres mais aberta para "garantir a saúde da mulher e assegurar uma igualdade de tratamento para a mulher".
A luta pelo direito à vida do feto é uma luta constante de grupos religiosos influentes nos EUA. Esses grupos se aliaram ao ex-presidente Trump pelo comprometimento que ele manteve contra o aborto. Os democratas afirmam que as políticas de governo anti-aborto acabam aumentando o número de abortos indiretamente, pois também reduzem acesso a políticas de controle de natalidade.
A crítica ao posicionamento ideológico de Biden pode aumentar ainda mais se as medidas saírem do papel irritando grande parcela de eleitores norte-americanos.



