Biden: presidente eleito?
Entre presidente eleito e vencedor por projeção
Por André Abreu
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A projeção de votos durante a cobertura da mídia norte-americana não é nova na eleição presidencial. Nem o título de presidente eleito é.
Na noite da votação, a partir das primeiras contagens de votos nos estados, as grandes redes de TV vão anunciando a vitória do candidato republicano ou do democrata num estado específico. O número de votos eleitorais vai traçando, como numa partida de basquete, durante a noite, quem está à frente ou atrás na corrida à Casa Branca.
A atenção se volta sempre para estados decisivos (swing states), onde a tradição e as pesquisas indicam uma tendência indefinida para um partido específico.
A judicialização do processo eleitoral forçou a uma nova nomenclatura: vitória projetada e vencedor por projeção. Na busca de um equilíbrio na cobertura alguns veículos de comunicação estão adotando o termo enquanto a contagem (e a recontagem em alguns locais). A grande maioria adota o presidente eleito ao se referir a Biden.
O fato de estar fazendo a transição mesmo não sendo considerado oficialmente eleito reforça a nomenclatura. Mas a decisão oficial será no dia 14 de dezembro com a votação dos delegados estaduais (após os votos serem certificados em cada estado).
A judicialização busca atrasar a certificação de votos em estaddo decisivos. A possiblidade de sucesso parece remota. Por isso a maioria dos veículos chama Biden de presidente eleito, que não é um título oficial. Mas uma convenção.



