Ambiente

Bombeiros atendem mais de 14 mil banhistas em acidentes com águas-vivas em dois meses no Sul catarinense

Veja os cuidados

O número é maior do que no mesmo período do ano anterior

Por Emanuela Teixeira29 de janeiro de 2026 3 min de leitura
Feepik/Ilustração

Com a chegada do verão e das temperaturas altas, a presença das águas-vivas nas praias são bem comuns. No litoral Sul catarinense, de 15 de dezembro de 2025 até 26 de janeiro de 2026, o 4º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM) atendeu 14.915 casos de banhistas que foram queimados pelo animal. O número é maior do que no mesmo período do ano anterior. De novembro até janeiro de 2025, os bombeiros atenderam 10.173 banhistas.

Os números são referentes a extensão Sul da praia, iniciando no Balneário Rincão e indo até Passo de Torres. O Major Marcolim, do 4° BBM, frisou que nenhuma praia tem maior incidências dessas animais, o que ocorre são mais registros em locais com maior movimento. “Se pegar, por exemplo, o Rincão e a Gaivota, que são praias bem maiores, eles vão ter um número muito maior de registros. Diferente do Morro dos Conventos, que é uma praia mais reduzida e com menos fluxo de pessoas”, frisou.

Marcolim destacou que a parte mais perigosa do animal são os tentáculos, local onde ficam guardadas as toxinas que causam queimaduras, ardência, vermelhidão e em alguns casos mais extremos, bolhas. “No litoral Sul catarinense é bastante comum o aparecimento de águas-vivas. Principalmente quando o mar está mais calmo, com temperaturas mais altas e ocorrem as mudanças de vento e de corrente. O principal problema das águas-vivas são os tentáculos. Tanto que se a gente tocar naquela parte gelatinosa e transparente não acontece nada”, explicou.

Os sintomas mais fortes, normalmente acontecem em idosos, crianças e pessoas que possuem alergia. “Na maioria das vezes, não são casos graves. Eles causam, de fato, dor e desconforto. Em alguns casos, pode ser que ele precise de um cuidado médico. Mas na maioria das vezes o tratamento, principalmente, com água salgada e vinagre já resolve”, alertou.

O que fazer quando sou queimado?

Segundo o Major, a principal a orientação para os banhistas quando são queimados por uma água-viva é não lavar com água doce. “Isso pode ativar ainda mais as toxinas que tem ali. A orientação correta é lavar com a própria água salgada do mar. Mas por que a água do mar? Porque alguns desses tentáculos podem ficar presos na pele e quando a gente lava eles vão saindo. Sem esfregar é claro. Porque se a gente esfregar esses tentáculos, eles se quebram e ficam vários pedacinhos na pele. Em seguida, pode passar o vinagre, para ter a reação química de parar a dor”, informou.

É importante também evitar receitas caseiras, que podem piorar a dor ou as queimaduras. “Aquelas receitas caseiras de pasta de dente, álcool não funciona. Se o banhista perceber que tá muito ruim, pode procurar um posto de guarda-vida que vai ser feito o tratamento necessário”, concluiu o Major.

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