Boris Johnson decide deixar cargo de primeiro-ministro
Em meio a demissões de ministros, governo perdeu sustentação
Por André Abreu
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Boris Johnson cedeu à pressão e fica no cargo até a escolha de um novo líder dos Conservadores.
Após mais de 40 demissões no Executivo, em apenas 24 horas, o apelo do recém-chegado ministro das Finanças, Nadim Zahawi, parece ter sido a gota de água para a queda do primeiro-ministro britânico.
Numa carta enviada, na quarta-feira (06), ao chefe do governo, Zahawi expôs por que considera a atual situação "insustentável" para Boris Johnson se manter na liderança.do partido e recomenda ao líder do Executivo que "saia com dignidade".
"Primeiro-Ministro: isto não é sustentável e só vai piorar: para si, para o Partido Conservador e, mais importante, para todo o país. Deve fazer a coisa certa e sair agora.".
De acordo com vários meios de comunicação social britânicos, Johnson acedeu ao apelo, na condição de permanecer em funções até o Partido Conservador encontrar um novo líder.
O líder da oposição, o trabalhista Keir Starmer, já reagiu e pede "um novo começo para o Reino Unido", piscando um olho a novas eleições.
"Os conservadores têm observado 12 anos de estagnação econômica, declínio dos serviços públicos e promessas vazias. Não precisamos de mudar a liderança dos 'tories'. Precisamos uma mudança adequada de governo. Precisamos de um novo começo para o Reino Unido", escreveu o líder da oposição.
A primeira-ministra da Escócia também já reagiu e antecipa "um abrangente sentimento de alívio de que o caos dos últimos dias, de fato meses, vai chegar ao fim".
"Embora a possibilidade de Boris Johnson se manter como primeiro-ministro até ao outono esteja longe do ideal e será certamente insustentável", escreveu Nicola Sturgeon, que tem feito campanha pela independência da Escócia perante o Reino Unido.



