Brasil erra ao se aproximar da Rússia
Sob Lula, guerra na Ucrânia coloca agredidos e agressores no mesmo patamar
Por André Abreu
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Enquanto visita a Europa, inúmeros jornais e revistas no mundo inteiro criticam a parcialidade do presidente Lula ao não criticar mais duramente a Rússia pelas agressões à Ucrânia. O conflito, iniciado em fevereiro de 2022, com a invasão do território ucranianos por forças russos e classificado como uma operação militar pela Rússia, tem colocado pressão sobre a OTAN, que aceitou a Finlândia como novo membro da organização militar (o Brasil é um país parceiro da OTAN).
A Organização do Tratado do Atlântico Norte procura agora encaixar a Suécia no grupo de países que busca uma proteção da Rússia. Apesar da oposição da Hungria e da Turquia, o secretário-geral Jens Stoltenberg declarou recentemente que pretende ter a Suécia debaixo dos braços da OTAN em breve.
A maioria dos diplomatas não estão vendo as afirmações do presidente Lula como neutras. Muito pelo contrário, as declarações recentes de Lula são vistas como afirmações a favor de Putin (o invasor) e críticas em relação aos países que estão dando apoio para que, ao menos, a Ucrânia tenha direito à defesa de seu território.
O ex-embaixador brasileiro em Washington, dos anos 2000, Roberto Abdenur, critica o comportamento do presidente brasileiro. “É uma guerra brutal. Lula está errado ao não condenar os atos de Moscou de maneira mais dura. Vemos nele uma certa complacência em relação a Putin”, revela o diplomata.
Os erros do Brasil na diplomacia internacional ficaram evidentes com a pouca empatia com a Ucrânia enquanto o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, foi recebido em Brasília esta semana (na foto com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira). O líder brasileiro não marcou uma ida à Ucrânia, mas vai enviar o ex-ministro das Relações Exteriores, agora assessor especial de Lula, Celso Amorim para uma visita à capital Kiev. De pouco vai adiantar a visita, se Lula não parar de emitir opiniões pessoais sobre o conflito, avaliam especialistas. O ex-embaixador Abdenur disse que a visita de Lavrov mostra a conivência de Lula com as ações da Rússia na Ucrânia.



