Brasil ganha Política Nacional de Cuidados Paliativos
Objetivo é atender a rede pública de saúde, com alívio do sofrimento e da dor

O Ministério da Saúde anunciou a implantação da Política Nacional de Cuidados Paliativos. Isso significa que este serviço será estruturado e organizado na rede pública de saúde para todos os pacientes com doenças ameaçadoras da vida se tratarem, de forma a manter o alívio da dor e sofrimento e a qualidade de vida. Essa é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que entende como direito ter o acesso a Cuidados Paliativos por qualquer pessoa.
Atualmente existe no Brasil iniciativas isoladas de Cuidados Paliativos, conforme demonstra o Atlas de Cuidados Paliativos, elaborado pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), instituição que existe no Brasil há quase 20 anos e que é referência na América Latina em prática paliativista. Os dados que constam no Atlas, que acaba de ser lançado, serviram de consulta e referência para o Ministério da Saúde organizar e direcionar melhor os serviços de CP no País.
Segundo o Atlas, o maior número de serviços em CP está concentrado no atendimento público pelo SUS, com 123 (52,5%) unidades, além de 36 (15,3%) serviços instalados em instituições de atendimento público e privado, e 75 (32%) serviços em hospitais privados. Vale lembrar que a Associação Europeia de Cuidados Paliativos recomenda dois serviços especializados a cada 100.000 habitantes.
O que é Cuidado Paliativo?
Os cuidados paliativos são, basicamente, o fornecimento de assistência humana e compassiva para pacientes que estão nas últimas fases de uma doença que a medicina não pode mais curar. O objetivo é fazer com que a pessoa viva o tempo que lhe resta com qualidade e o mais confortavelmente possível.
Nesse conjunto de práticas de assistência, a morte é vista como o estágio final da vida, e afirmando a vida, focando na pessoa, tratando e controlando os sintomas, não se acelera ou se adia a morte, mas se oferece ao paciente dias dignos, com qualidade e cercado do amor dos entes queridos.
Fontes: https://paliativo.org.br/
https://www.gov.br/saude/pt-br/



