Contexto Internacional

Brasileiro está entre os prisioneiros libertos em troca na Ucrânia

Ucrânia e separatistas a favor da Rússia trocam prisioneiros

Por André Abreu29 de dezembro de 2019 2 min de leitura
Agência TASS

O governo da Ucrânia e separatistas pró-Rússia do leste do país fizeram a troca de 200 prisioneiros de guerra neste domingo (29/12), na primeira ação deste tipo desde 2017. A ação foi o resultado direto da retomada de diálogo entre os presidentes da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e da Rússia, Vladimir Putin.

Na troca, realizada em Horlivka, controlada pelos rebeldes, estão soldados, milicianos, mercenários, policiais e ativistas de alguns grupos. Alguns estavam presos desde o início do conflito, em 2014, em que mais de 13 mil pessoas morreram, segundo o site DW.

O jornal russo Novaya Gazeta publicou neste domingo que entre os envolvidos na troca de hoje está o cidadão brasileiro Rafael Lusvarghi, de 31 anos, que em 2019 foi condenado a 13 anos de prisão na Ucrânia por se juntar aos separatistas.

"Me capturaram e torturaram para arrancar informação. Mas, não por muito tempo", disse Alexandr Danilchenko, um dos 25 prisioneiros ucranianos libertados pela autoproclamada República Popular de Lugansk.

Depois de dois anos de negociações infrutíferas, esse assunto foi desbloqueado durante a Cúpula de Paris, em que Zelenski e Putin se reuniram pela primeira vez, mais precisamente, no dia 9 de dezembro.

Com a presença do presidente da França, Emmanuel Macron, e da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, foi acordada a troca de todos os prisioneiros antes do fim desse ano.

Atualização: Comunicado da jornalista Olga Kobtseva informa que o brasileiro está na autoproclamada República Popular de Lugansk e nada ameaça sua liberdade. Ele receberá toda assistência em Luganski. O comunicado ainda declara que:

"Como resultado desta troca de prisioneiros, foi liberado o cidadão do Brasil, Rafael Lusvarghi. Esta já é a sua segunda soltura. Depois da primeira, a Ucrânia não cumpriu com suas obrigações, sendo que Lusvarghi não conseguiu sair do território da Ucrânia para o Brasil, sendo submetido a perseguição e um segundo julgamento devido às suas convicções políticas".

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