Quadro agravado
Cachalote-pigmeu resgatada no Sul de SC morre após dois dias de reabilitação
Animal marinho estava sendo tratado pela R3 Animal, em Florianópolis
Por Patrick Stüpp
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A cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), resgatada no Sul de Santa Catarina, morreu após dois dias de reabilitação em Florianópolis. O animal marinho foi resgatado pelo Educamar após encalhar na praia de Balneário Gaivota e foi escoltado para tratamento pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última segunda-feira, dia 14. Todavia, o cetáceo teve o estado de saúde agravado e morreu na manhã dessa quinta-feira, dia 17.
A informação da morte da cachalote-pigmeu foi divulgada nas redes sociais da Associação R3 Animal, Organização Não Governamental (ONG) dedicada ao resgate, reabilitação e reintrodução de animais marinhos à natureza. O animal marinho era uma fêmea juvenil, com aproximadamente 1,80 metros de comprimento e 76,5 quilos. Ela permaneceu dois dias e meio sob cuidados intensivos.
“Desde o encalhe ainda com vida, a cachalote-pigmeu demonstrou grande resistência. Após o resgate, foi transportada em uma UTI móvel para enfrentar uma viagem de cerca de 250 km até o Centro de Reabiltiação da R3 Animal, em Florianópolis. Na R3 Animal, ela foi monitorada continuamente. A nossa equipe de voluntários se organizaram em plantões para permanecer na piscina com ela 24 horas por dia”, informou a ONG. Confira os vídeos do resgate:
Na publicação, a R3 Animal informou ainda que, aos poucos, o animal marinho chegou a apresentar pequenos sinais de melhora no nado. Também ressaltou que os profissionais permaneceram de prontidão para alimentá-lo com papa de peixe por sonda, realizar hidratação e administração medicamentos. Porém, o estado de saúde começou a agravar gradualmente, culminando na morte do animal.
“A necropsia será realizada para investigar as possíveis causas da morte e coletas amostras biológicas importantes para estudos científicos ligados à conservação da espécie. A reabilitação de cetáceos é extremamente desafiadora e delicada, especialmente quando se trata de espécies oceanicas, que habitam águas profundas, como a cachalote. São animais muito sensíveis ao estresse e ainda existem limitações no conhecimento sobre sua reabilitação”, ressaltou a R3 Animal.
Embora o desfecho, a ONG agradeceu a dedicação e o comprometimento de cada pessoa que fez parte do atendimento, desde o resgate até a logística, as avaliações e os cuidados durante os plantões e a reabilitação geral. "Os esforços de reabilitação de cada animal fazem diferença e são muito importantes para o nosso trabalho de conservação, mesmo quando o desfecho não é o que gostaríamos”, disse à publicação. Veja o comunicado completo:
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