Câmara de Vereadores: Gerestar e DTT esclarecem dúvidas sobre novo aplicativo do estacionamento rotativo
Questionamentos
Entre as mudanças, a principal delas está a mudança na forma de cobrança

Representantes da Gerestar, empresa que administra o sistema do estacionamento rotativo em Criciúma, e da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT) estiveram na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, dia 20. Eles foram esclarecer questionamentos feitos pelos parlamentares sobre a mudança do aplicativo utilizado por motoristas para estacionar na cidade.
A plataforma recebeu uma nova versão e entre as alterações está o fim da devolução do valor de crédito por tempo não utilizado, já que foi modificada a forma de cobrança. Antes, o usuário tinha a opção de escolher quantas horas desejava ficar estacionado. Se colocasse uma, duas ou mais horas e desocupasse a vaga antes do período informado, o motorista poderia parar o tempo e recebia de volta em seu saldo do aplicativo o valor do tempo que não gastou. Agora, os intervalos de tempo disponíveis são de 15 em 15 minutos, mas sem a possibilidade de reaver o crédito.
“O que vem gerando confusão é que as pessoas tinham a impressão que no aplicativo anterior elas recebiam o valor total do que não utilizaram. Mas isso nunca aconteceu. Sempre a cobrança foi de 15 em 15 minutos. Ou seja, no aplicativo antigo se você colocasse uma hora e utilizasse só cinco minutos, você recebia o valor de volta de 45 minutos e não de 55 minutos. A diferença é que agora a pessoa não seleciona mais de hora em hora e sim de 15 em 15 minutos”, explicou o representante da DTT, Frank Bez Fontana, fiscal do contrato entre a prefeitura e a Gerestar.
Outro questionamento que vinha sendo levantado por vereadores era referente ao momento em que os usuários poderiam acrescentar tempo na plataforma. Zairo Casagrande (PDT) relatou que recebeu reclamações de motoristas alegando que era necessário esperar até o último minuto do tempo anterior para conseguir colocar mais crédito para uso da vaga. A informação foi esclarecida por Alexandre Kasper, consultor da Gerestar.
“O tempo acrescentado começa a correr depois do primeiro período. Caso eu tenha estacionado às 10 horas e comprei 15 minutos, mas notei às 10h10 que meu compromisso ia se estender e comprei mais 15 minutos, o relógio não vai começar a contar imediatamente. Ele vai esperar chegar até 10h15, que era o primeiro período selecionado, e depois começará a contar mais 15 minutos”, exemplificou Kasper.
O consultor da Gerestar defendeu o aplicativo. Ele aponta que o sistema utilizado na cidade é o mais moderno atualmente no Brasil, utilizado também em cidades turísticas como Gramado (RS), Canela (RS) e Búzios (RJ) e em cidades catarinenses como Blumenau e Jaraguá do Sul.
“O sistema ficou mais justo, oferecendo mais conforto ao usuário. Aquele que sabe que vai ficar apenas uma hora no seu compromisso ou um intervalo melhor, ele simplesmente habilita seu tempo e não precisa mais fazer nada. Antes ele tinha que sair da vaga. Todas as melhorias foram em sentido positivo”, frisou.
Ainda durante a sessão, o vereador Zairo Casagrande relatou que recebeu reclamações sobre a cobrança de infração aplicada a motoristas e motociclistas. Outra dúvida foi em relação a reclamações de dificuldade para uso da ferramenta por pessoas idosas.
“Motos não pagam pelo estacionamento rotativo, desde que utilizem as vagas destinadas a elas. Se estacionar no lugar dos carros, é infração de trânsito. Da mesma forma é com motorista idoso. Se ele utilizar a vaga exclusiva para idosos não pagará e, portanto, nem precisa usar o aplicativo”, pontuou Frank Bez Fontana.
“Sobre a cobrança de infração para os motoristas, o valor é de R$ 5, porque se o condutor não define o tempo dele, logo a empresa não tem como descobrir quanto tempo ele vai ficar. Daí é cobrado o tempo de duas horas, que é o período máximo permitido de uso da vaga. Este valor pode ser pago direto no aplicativo, com os monitores ou em uma sede da Gerestar”, acrescentou Frank Bez Fontana.
Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

Vereador descontente
Mesmo diante das explicações, o vereador Zairo Casagrande ainda se manteve crítico às mudanças feitas no aplicativo. Ele reforçou que recebe constantemente reclamações sobre a plataforma.
“Não é opinião ou queixa minha. São reclamações que recebo de usuários. É um sistema ruim. O aplicativo não baixa. Ele não é fácil, não é amigável. Na opinião dos nossos cidadãos, ele está sendo um dificultador. O sistema ficou bom para cobrar e não para o usuário. A relação do motorista com a empresa precisa ter um canal de comunicação direta com a empresa. Como ela faz isso se tiver uma queixa imediata? É um produto muito ruim”, enfatizou.
Recentemente, o parlamentar chegou a protocolar uma denúncia no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre as alterações. A presença dos representantes da Gerestar e da DTT na Câmara de Vereadores foi solicitada pelo vereador Obadias Benones (Avante). Confira abaixo o trecho completo da participação deles no Legislativo:



