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Carlos Moisés autoriza início das obras de revitalização do Aeroporto Diomício Freitas

Forquilhinha

Investimentos são de R$ 12,9 milhões; trabalhos devem durar seis meses

Por Lucas Renan Domingos28 de janeiro de 2022 4 min de leitura
Julio Cavalheiro/Secom

O Aeroporto Diomício Freitas ficará fechado por seis meses a partir do dia 1º de fevereiro para revitalizações. A ordem de serviço foi assinada na tarde desta sexta-feira, dia 28, pelo governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, que esteve em Forquilhinha. O projeto de melhorias foi pago por empresários da região que utilizam o aeródromo e o Governo do Estado investirá R$ 12,9 milhões para a execução.

O projeto, que será executado pela Prado & Prado, de Cascavel (PR), prevê serviços de readequação e recuperação asfáltica da pista de pouso e decolagem, do estacionamento de aeronaves e acesso aos hangares e da pista de táxi. Haverá também melhorias no cercamento e na iluminação do local.

“Nós entendemos que a estrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária é mola propulsora para o desenvolvimento. Agrega valor aos produtos, diminui os custos logísticos de todas as regiões. Em cada região há um setor produtivo desenvolvendo seus produtos, agregando valores para ele, exportando, colocando em outros Estados. É o que vemos que acontece aqui no Sul do Estado. Este aeroporto é importante para além do desenvolvimento, mas na área de socorro médico, salvamento e faz parte da infraestrutura do Estado para prestar apoio nesta região quando necessário”, disse o governador.


Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

Busca pelos voos comerciais

Desde que assumiu a prefeitura de Forquilhinha, José Claudio Gonçalves, o Neguinho, empunhou a bandeira de encaminhar a revitalização do aeroporto. A intenção do chefe do executivo forquilhinhense é que as melhorias sejam os primeiros passos para que o aeródromo volte a receber voos comerciais.

“A entrega da ordem de serviço mostra que a revitalização será realidade. Isso vai deixar o aeroporto com competitividade com os demais aeroportos de Santa Catarina. São melhorias que estão sendo pedidas há mais de 15 anos. Faltou abertura de governadores anteriores que este governo teve. Era preciso melhorias na pista, no cercamento, na iluminação e a instalação de equipamentos de monitoramento climático para melhorar as condições de pousos e decolagens”, salientou Neguinho.

A previsão é de que a obra seja concluída até o mês de agosto de 2022. O prefeito de Forquilhinha reconhece que a intenção do Estado é de que a infraestrutura sirva para voos particulares, mas ele sustenta o discurso de que irá buscar a mobilização para o retorno dos voos comerciais.

“Agora depende da união da classe política da nossa região para torná-lo um vetor de desenvolvimento, porque ele atrai novas empresas e fomenta o turismo regionalizado que a gente quer encaminhar. Precisamos convencer o Governo do Estado que a volta dos voos comerciais é fundamental para a região. Se a gente tiver esta capacidade de mobilização, de união, eu não tenho dúvida que a segunda etapa, que é a volta dos voos comerciais, será bem menos difícil”, comentou Neguinho.

Concorrência com o aeroporto de Jaguaruna

No Sul de Santa Catarina, o Aeroporto Regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, já opera com voos comerciais. Moisés acredita que uma das possibilidades para o Aeroporto Diomício Freitas é fazer parte de uma malha de aviação estadual, fazendo conexões com outros aeroportos catarinenses. “Nós vamos investir R$ 74 milhões no Aeroporto de Jaguaruna. Nem por isso justifica abandonarmos os investimentos no aeroporto de Forquilhinha. Quando nós assumimos o Governo do Estado, dos 21 aeroportos de Santa Ctarina cerca de 50% estavam inoperantes. Hoje temos a maior parte dos aeroportos funcionando, algum deles com voos regionais e interestaduais como é o caso de Correa Pinto”, argumentou.

“É este o grande interesse nosso, conexão destas malhas regionalmente. Você conecta os catarinenses, incentiva o desenvolvimento. Ao mesmo tempo, quem opera pode vender uma passagem regional, que se conectam com voos até mesmo internacionais, em outros aeroportos do Estado. Naturalmente, o mercado vai fazer com que estas possibilidades possam existir. O que temos que fazer é incentivar a tributação e o voo, o que já vem sendo feito, e fazer investimentos como este do aeroporto de Forquilhinha”, completou.

Após a finalização das obras no Aeroporto Diomício Freitas, a Prefeitura de Forquilhinha deve assumir a gestão do local. A intenção do município é de buscar uma parceria público-privada para que uma empresa administre o aeródromo.

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