Caso de conteúdo ofensivo usado em sala de aula está sendo investigado
Criciúma
Assunto foi levantado pelo vereador Jair Augusto Alexandre em sessão ordinária

Um caso levantado pelo vereador Jair Augusto Alexandre, de conteúdo ofensivo utilizado em sala de aula em uma escola estadual de Criciúma, está sendo investigado. A afirmação foi feita à parlamentar da Casa Legislativa Roseli de Lucca Pizzolo pela Coordenadoria Regional de Educação, nesta quarta-feira, dia 3.
Após a investigação ser finalizada” serão tomadas as medidas disciplinares cabíveis, de acordo com as normas e regulamentos da Secretaria de Educação", afirmou a Coordenadoria Regional de Educação, que informou ainda “que trabalha para garantir que a situação seja resolvida da melhor maneira possível”.
Confira a nota na íntegra:
Com relação à denúncia sobre a professora que realizou uma atividade inapropriada com os alunos, gostaria de informar que as autoridades escolares foram informadas e tomaram as providências necessárias.
A professora em questão foi chamada para prestar esclarecimentos e, após uma investigação completa, serão tomadas as medidas disciplinares cabíveis, de acordo com as normas e regulamentos da secretaria de educação.
É importante destacar que a aprendizagem dos alunos são prioridades máximas em todas as circunstâncias e, como tal, a coordenadoria regional de educação trabalha para garantir que essa situação seja resolvida da melhor maneira possível.
AtenciosamenteRonisi Guimarães
Coordenadora regional de Educação
Entenda
O vereador Jair Augusto Alexandre falou durante a sessão ordinária dessa terça-feira, dia 2, na Câmara de Vereadores em Criciúma, sobre o uso de conteúdo que ofende a crença religiosa de alguns estudantes, em uma escola estadual de Criciúma. De acordo com o parlamentar, trata-se de uma letra de música. Outros vereadores também repudiaram a situação.
“Eu recebi essa denúncia de uma aluna, juntamente com mais alguns alunos. A professora colocou esse tema justamente na aula de Moral e Ética, numa escola cívico-militar que é regida por princípios e valores, é vergonhoso a leitura desta letra numa sala de aula. Devemos nos indignar, nós temos família, nós temos valores que norteiam o nosso dia a dia”, afirmou o vereador Jair Augusto Alexandre.
A vereadora Roseli de Lucca Pizzolo, que ocupa a posição de secretária durante a sessão, ou seja, responsável pelas leituras, se negou a ler a letra da música, com a permissão do vereador, autor do requerimento, já que é protocolo ler o documento na íntegra.
O requerimento 279/2023, aprovado na sessão, menciona o conteúdo e pode ser conferido clicando aqui. Os vereadores aprovaram a pauta por unanimidade, que foi encaminhada à Gerência Regional de Educação de Criciúma (Gered).
O vereador Jair Alexandre questionou sobre o conteúdo utilizado; se a Gered aceita este tipo de conteúdo, se possui alguma forma de controlar e saber quais atividades são realizadas com os alunos e se serão tomadas providências sobre esta apresentada aos alunos.



