Caso Eder: pai critica investigação, mantém acusação contra motorista e diz confiar na Justiça
Insatisfeito
Eder Luiz Brol criticou conclusão do inquérito da Polícia Civil

O pai do adolescente morto atropelado em setembro de 2025 na SC-446, em Treviso, criticou a conclusão do inquérito da Polícia Civil, que indiciou o motorista por homicídio culposo. O condutor responderá ao processo em liberdade e dificilmente cumprirá pena em regime fechado, segundo o delegado Fernando Possamai.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eder Luiz Brol voltou a afirmar que confia na punição do responsável pela morte do filho e também ironizou o resultado da investigação. “Eu estou feliz hoje. Foi concluído o inquérito do acidente causado por um cidadão que dirigia em alta velocidade, com um celular ao volante, e decapitou meu filho na minha frente”, protestou.
A investigação, no entanto, não conseguiu comprovar se o motorista estava utilizando o celular no momento da colisão. O pai contestou esse desfecho e também criticou a legislação brasileira. “Uma coisa eu digo: eu não sou retardado. Para idiota eu não sirvo. O processo está em segredo de Justiça, mas eu afirmo: muita surpresa virá. Eu confio na Justiça, embora as leis sejam falhas”, acrescentou.
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Relembre o caso
Eder Luiz Brol Filho morreu no dia 30 de setembro de 2025, na SC-446. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), testemunhas relataram que o motorista usava o celular no momento em que invadiu o acostamento da rodovia estadual e atingiu o adolescente.
O pai encontrou o filho já sem vida e com a cabeça arrancada do pescoço. O condutor abandonou o veículo e fugiu a pé para uma área de mata, sendo localizado e preso duas horas depois.
No entanto, a Justiça autorizou a soltura dele no dia seguinte, mediante o pagamento de R$ 18,2 mil. O motorista conseguiu, por meio de um habeas corpus impetrado pela defesa, deixar o sistema prisional sem precisar pagar a fiança.




