Nereu Ramos
Caso Mirella: população vai às ruas em ato contra a violência
Familiares pediram que o efetivo policial aumente no Sul de Santa Catarina
Por Redação Engeplus
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Criciumenses foram ao Centro de Criciúma na manhã deste sábado para participar de um ato contra a violência. Vestindo camisetas com os dizeres Somos Todos Mirella e segurando cartazes com frases de protesto, familiares e amigos de Mirella Maccarini Peruchi realizaram, na praça Nereu Ramos, uma caminhada e um encontro, no qual pediram por mais segurança e reforço policial no Sul de Santa Catarina.
O marido de Mirella, Jaime Lin, que também é médico, afirmou que o fato de os dois suspeitos de terem cometido o crime contra Mirella estarem presos não traz conforto à família. “Sabemos que eles estão presos, mas as leis não nos garantem que eles continuarão assim. Em pouco tempo eles estarão nas ruas. Cada um deles possuía mais de dez passagens pelo meio policial, e ainda assim estavam nas ruas, cometendo mais crimes”, desabafa.
O médico lembrou o acontecimento e ressaltou que durante o assalto não houve reação por parte de Mirella. “Algumas pessoas tentam justificar o crime dizendo que ela reagiu ao assalto. Isso não é verdade. A sociedade não pode se conformar, pois o rapaz que atirou contra ela foi covarde. Não houve sequer chance para reação”, diz.
Lin afirmou, ainda, que a passeata realizada neste sábado foi um movimento importante. “É bom vermos a comoção que isso gerou. A Mirella é uma pessoa maravilhosa, carinhosa e de grande carisma.”
O pai da médica também esteve na praça durante este sábado. Em seu pronunciamento aos presentes, Américo Peruchi criticou a situação atual da segurança pública no país. “Quando os bons se calam, os maus tomam conta. Isso é o que está acontecendo. Quando temos que buscar nossos direitos, acabamos nos acovardando, e é por isso que o país passa por essas dificuldades.”
Crime - Mirella Maccarini Peruchi foi morta com um disparo na cabeça por um adolescente, de 17 anos, que foi apreendido momentos depois do crime. Mirella chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), levada ao Hospital São José, e submetida a uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A morte encefálica foi confirmada por volta das 23h30min da última segunda-feira, dia 27 de abril. A vítima estava em um veículo Pajero TR4 com o seu marido, que não sofreu ferimentos.



