Celesc relata aumento do número de furtos de fios de cobre em Criciúma
Crime
Somente no mês de março, 28 reparos na rede precisaram ser feitos pela empresa

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) está convivendo com um problema que tem afetado o serviço de distribuição de energia elétrica em Criciúma. No mês de março, somente no município, a empresa precisou efetuar 28 reparos na rede devido a casos de furtos de fios de cobre.
A maioria das ocorrências estão concentradas na região do bairro Pinheirinho. “Dos 28 casos, pelo menos 15 foram naquela área da cidade”, afirmou o chefe da divisão técnica do Núcleo Sul da Celesc, Zulnei Casagrande. “Mas houve situações ainda na Vila Manaus, Paraíso e outros bairros”, acrescentou. Nos cálculos da empresa, aproximadamente um quilômetro e meio de fios já foram arrancados pelos ladrões. “Isso dá quase meia tonelada de cobre”, avaliou Casagrande.
Porém, a principal preocupação não está nos danos materiais causados para a Celesc, mas, sim, quanto ao abastecimento das unidades consumidoras. “Cada rede que é danificada atende de 40 a 120 casas ou comércios. Quando ocorre um furto, esses locais imediatamente ficam sem energia. Em um momento em que estão todos em casa, ficar sem energia é um desconforto para as família. E cabe destacar ainda o perigo eminente, já que os furtos são feitos com a rede energizada”, avaliou Casagrande.
Todas as situações registradas pela Celesc estão sendo levadas ao conhecimento das forças de segurança. Boletins de ocorrência foram registrados e a Polícia Civil já recebeu parte das denúncias.
“Não temos essa quantidade toda de casos na delegacia, chegaram alguns, pode ser que venham mais depois. O fato é que neste momento estamos focados em crimes maiores que envolvam a pandemia do coronavírus. Mesmo assim, estamos investigando as situações que já temos em mãos”, garantiu o delegado Ari José Soto Riva, da 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma.
Ele ainda pede a colaboração da população para identificar os suspeitos dos furtos. “Tem pessoas que compram esses materiais e algumas pessoas no bairro sabem quem são e têm receio de denunciar. Pedimos que quem tenha alguma informação, foto ou vídeo de possíveis autores nos comuniquem para podermos encontrar os culpados e solucionar o caso”, destacou o delegado.



