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Celesc relata aumento do número de furtos de fios de cobre em Criciúma

Crime

Somente no mês de março, 28 reparos na rede precisaram ser feitos pela empresa

Por Lucas Renan Domingos27 de março de 2020 2 min de leitura
Divulgação/Celesc

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) está convivendo com um problema que tem afetado o serviço de distribuição de energia elétrica em Criciúma. No mês de março, somente no município, a empresa precisou efetuar 28 reparos na rede devido a casos de furtos de fios de cobre.

A maioria das ocorrências estão concentradas na região do bairro Pinheirinho. “Dos 28 casos, pelo menos 15 foram naquela área da cidade”, afirmou o chefe da divisão técnica do Núcleo Sul da Celesc, Zulnei Casagrande. “Mas houve situações ainda na Vila Manaus, Paraíso e outros bairros”, acrescentou. Nos cálculos da empresa, aproximadamente um quilômetro e meio de fios já foram arrancados pelos ladrões. “Isso dá quase meia tonelada de cobre”, avaliou Casagrande.

Porém, a principal preocupação não está nos danos materiais causados para a Celesc, mas, sim, quanto ao abastecimento das unidades consumidoras. “Cada rede que é danificada atende de 40 a 120 casas ou comércios. Quando ocorre um furto, esses locais imediatamente ficam sem energia. Em um momento em que estão todos em casa, ficar sem energia é um desconforto para as família. E cabe destacar ainda o perigo eminente, já que os furtos são feitos com a rede energizada”, avaliou Casagrande.

Todas as situações registradas pela Celesc estão sendo levadas ao conhecimento das forças de segurança. Boletins de ocorrência foram registrados e a Polícia Civil já recebeu parte das denúncias.

“Não temos essa quantidade toda de casos na delegacia, chegaram alguns, pode ser que venham mais depois. O fato é que neste momento estamos focados em crimes maiores que envolvam a pandemia do coronavírus. Mesmo assim, estamos investigando as situações que já temos em mãos”, garantiu o delegado Ari José Soto Riva, da 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma.

Ele ainda pede a colaboração da população para identificar os suspeitos dos furtos. “Tem pessoas que compram esses materiais e algumas pessoas no bairro sabem quem são e têm receio de denunciar. Pedimos que quem tenha alguma informação, foto ou vídeo de possíveis autores nos comuniquem para podermos encontrar os culpados e solucionar o caso”, destacou o delegado.

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