Central Funerária: reunião aborda reclamações e possíveis melhorias em serviços em Criciúma
Criciúma
Encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 23, no Paço Municipal

A Central Funerária de Criciúma voltou à pauta na manhã desta sexta-feira, dia 23, em reunião realizada no Paço Municipal Marcos Rovaris. O encontro foi marcado pelo vereador Júlio César Kaminski (PP) e contou com a presença do prefeito Clésio Salvaro (PSD), do secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, de parlamentares criciumenses, representantes do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e do presidente da Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias, Rangel Quaglioto.
O principal objetivo da reunião foi levar ao Poder Público as reclamações que vereadores estão recebendo sobre a Central Funerária. “Procuramos o prefeito Salvaro pelas reclamações que estamos recebendo. Ao contrário de que o Procon [Programa de Proteção e Defesa do Consumidor] não recebe reclamação, e o telefone 156 não recebe reclamação [sobre o assunto], nós [vereadores] estamos recebendo. Motivados por isso, propomos ao prefeito uma reunião. A ideia do encontro é para evitar brigas judiciais, brigas em Ministério Público”, explicou o vereador Kaminski.
Segundo o vereador, o governo municipal afirmou que não está recebendo reclamações sobre a Central Funerária. “Nos dá a impressão que só os vereadores que recebem reclamações. Nós estamos aqui para discutir prestação de serviço ao consumidor. E algumas perguntas realizadas não foram respondidas. Pergunta sobre prestação de serviço diretamente mesmo. Então o prefeito deixou muito claro que ele cumpre o que está na lei, a lei foi aprovada e é o que está ali. Se alguém discordar, que busque a via judicial. A gente não quer buscar a via judicial. Queremos fazer as mudanças necessárias para atender melhor o consumidor”, frisou.
A ideia de Kaminski é que o Procon faça relatórios e visite o local. “Trouxemos a ideia do Procon estar prestando relatórios, visitando de fato. Nós propomos assim a exposição da urnas, daquela que consta no digital com a tabela de preço. Nós estamos propondo que os serviços não obrigatórios possam também dar publicidade, para as pessoas terem a ciência que não precisa fazer determinados serviços. Sugerimos que a Assistência Social permaneça 24 horas no local”, adiantou.
Conforme o vereador, uma das reclamações é sobre o induzimento das pessoas à compra de urnas. “Colocam o consumidor em uma saia justa. As reclamações que nós estamos recebendo são de serviços, de cobrança de serviços, de cobrar de verdade serviços que não são realizados. É lamentável que o telefone 156 não tenha isso registrado. E olha que, segundo pessoas, eles encaminham para o 156. Então, tem alguma coisa aqui que não está batendo”, analisou.
Já o presidente da Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias, Rangel Quaglioto, levou um documento ao prefeito Salvaro com as demandas. “Questionei o prefeito quem comandava a Central, se era o Poder Público ou as empresas. Ele falou que é o Poder Público e que se nós achássemos interessantes essas demandas que vêm ao encontro da população, nós buscássemos a justiça. Saímos um pouco decepcionados com essa frase, mas a reunião foi bastante produtiva. Nos colocamos à disposição do município, inclusive para uma auditoria na Central Funerária e também para trazer conhecimento, porque há muitas reclamações de serviços oferecidos sem necessidade, como o serviço de tanatopraxia, precisa fazer ou não precisa? Nos colocamos à disposição de trazer isso também, para esses profissionais que estão lá na Central para identificar se realmente precisa ou não, e também auxiliar nessa auditoria que foi uma sugestão que demos”, comentou.
O presidente da Associação garantiu que hoje existem algumas cobranças feitas dentro do município de Criciúma, tanto para óbitos da cidade de Criciúma quanto fora, que considera indevidas. “A aplicação de alguns serviços onde a população não sabe se há necessidade ou não dessa aplicação. Acho que o principal é isso, quando a gente fala de questão financeira. Essas são as demandas que fizemos, as principais, algumas outras para adequação técnica e tudo mais, porém, repito, o prefeito falou que vai cumprir aquilo que está dentro do edital, mas nem sempre tudo aquilo que está escrito serve para a população”, observou. Confira abaixo o documento levado pela Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias ao prefeito Salvaro.
O Portal Engeplus questionou o secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, sobre a reunião, mas ele não conversou com a reportagem.



