Criciúma
Centro de Retaguarda do Rio Maina deve virar Hospital Santo Agostinho, projeta Salvaro
Caso se concretize, transformação acontecerá no período pós-pandemia
2 min de leitura

O Centro de Retaguarda do Rio Maina vai virar um novo hospital para atender Criciúma e região. Isto é o que projeta o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, para o período pós-pandemia, conforme entrevista ao programa João Paulo Messer, da Rádio Eldorado. Segundo o prefeito, a ideia é repassar a estrutura para responsabilidade do Governo do Estado, tornando o equipamento semelhante aos hospitais São José e São Donato.
Criado para atender pacientes com Covid-19, o Centro de Retaguarda do Rio Maina foi inaugurado em maio do ano passado. Atualmente conta com dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um Centro de Reabilitação Cardiopulmonar Pós-Covid, além de leitos convencionais para reabilitação.
Salvaro já colocou espaço à disposição do Governo do Estado. (Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus)

“Por conta da pandemia, assumimos o hospital. O município decretou de interesse público e pagou R$ 3,8 milhões com ajuda da comunidade e de empresários de Criciúma e região. Colocamos telhados novo, cobertura nova, todo quarto tem televisão de LED, ar-condicionado, camas novas, pisos novos, ficou um espetáculo aquele hospital. E hoje está lotado, a enfermaria e os dez leitos de UTI, mas é Covid-19”, explica o prefeito.
Já tem nome
O novo equipamento de saúde, caso seja concretizado, será chamado Hospital Santo Agostinho. A estrutura já foi colocada à disposição do Governo do Estado e não terá relação com o antigo objetivo da Casa de Saúde do Rio Maina, que atendia pacientes da área psiquiátrica. “Vai ser chamado Hospital Santo Agostinho. A ideia seria que o Governo do Estado assumisse o hospital com UTI, enfermaria, centro cirúrgico e funcionasse como hospital, como o São José, São Donato, São João Batista... é nesta linha que estamos encaminhando”, pondera.
Como o projeto é para o período pós-pandemia, não há uma perspectiva de quando essa transformação acontecerá. Primeiro porque depende de negociação com o Estado e também o fim da utilização como Centro de Retaguarda para pacientes com Covid-19.
“A notícia ruim, que é triste e lamentável, é que ainda vamos começar a viver uma terceira onda da Covid-19. O número de pessoas infectadas não tem diminuído, tem aumentado. Então, serão implantados mais dez leitos de UTI Covid-19 naquele hospital, mas tão logo essa pandemia vai indo embora a ideia seria transferir para o Estado e aí funcionando como hospital normal atendendo Criciúma e toda região”, explica.



