Fim de greve
Ceramistas encerram greve
Trabalhadores aceitaram proposta patronal em assembleias que iniciaram nesta tarde e seguiram até a noite
Por Redação Engeplus
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Termina na noite desta segunda-feira a greve dos ceramistas de Criciúma e região, após quatro dias de paralisação que envolveu 3,5 mil trabalhadores. Nas duas assembleias realizadas nas empresas Portinari e Eliane no final da tarde de hoje a proposta patronal foi aprovada pela maioria dos profissionais, e, na última, realizada na sede do sindicato em Criciúma às 20 horas, foi também a aceitação da proposta. Os trabalhadores terão 9% de aumento para quem recebe até R$ 3 mil, sendo 8% em janeiro e 1% em maio e, o INPC de 5,56% para aqueles que ganham acima de R$ 3 mil, o abono passou de R$ 750 para R$ 825.
Os empresários ofereceram ainda 13,6% para quem recebe o piso que atualmente é de R$ 1,1 mil passando então para R$1,3 mil. Os dias parados serão compensados nas férias. A categoria queria 10% de aumento geral, abono de R$ 850 e uma hora de intervalo de refeição para aquelas empresas que faz 30 minutos como a Eliane, Gabriela e Piso Forte além da manutenção das demais cláusulas sociais. A data-base em 1º de janeiro.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Criciúma e região, Itaci de Sá, a proposta foi boa em razão da situação do momento em que atravessou o processo da greve com os interditos que proibiam o direito dos trabalhadores ficarem perto das entradas das fábricas, o sindicato deveria ficar afastado um quilômetro. Hoje, uma nova liminar concedida determinou a retirada das barracas, faixas e cartazes dos locais. “Na Portinari teríamos então que colocar as barracas em cima da BR-101 e onde fica o direito de protestar, de lutar por melhores salários? Respeitamos a justiça, mas achamos muito estranha essa decisão”, pondera.
Colaboração: Maristela Benedet/Comunicação Sindicato



